O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta terça-feira (23) que Donald Trump estará na final da Copa do Mundo e que os dois entregarão juntos o troféu ao campeão do torneio.
A declaração foi feita em entrevista, mas o governo americano não confirmou oficialmente a presença do presidente até o fechamento desta reportagem.
A decisão está marcada para 19 de julho no MetLife Stadium, em Nova Jérsei, na região metropolitana de Nova York.
A reação mais próxima de uma resposta oficial veio do perfil da Casa Branca na rede social X, que republicou o trecho da entrevista de Infantino — mas sem comentário verbal. No lugar, apenas um emoji de olhos arregalados: leitura aberta entre surpresa e cumplicidade.
Trump não compareceu à partida inaugural da Copa, entre os Estados Unidos e o Paraguai, realizada em Los Angeles. A ausência alimentou especulações de que o presidente republicano estivesse receoso de ser vaiado — algo que já aconteceu com ele durante a final da NBA.
Final sem seleção definida
O torneio ainda está na fase de grupos e as seleções que vão disputar a decisão em julho são desconhecidas. Mesmo assim, Infantino antecipou o ato protocolar como se o combinado já estivesse fechado.
Para o republicano, o futebol nunca figurou entre os esportes mais populares nos EUA. Ainda assim, é comum que presidentes norte-americanos participem de grandes eventos esportivos realizados no país — e a Copa de 2026, com 48 seleções, é a maior da história do torneio.
A Copa que Trump promete coroar ao lado de Infantino começou marcada por tensões políticas desde a abertura no Azteca: vistos negados, ingressos cancelados e pressão da ONU sobre a política de imigração dos EUA.
A relação entre Trump e a Copa vai além de protocolos. Por decreto presidencial, torcedores do Irã e do Haiti foram impedidos de entrar nos EUA para assistir às partidas de suas seleções — decisão que inseriu o torneio no centro de um debate político de escala global.
A ausência de Trump na abertura, em Los Angeles, foi lida por muitos como sinal de que o republicano evitaria grandes eventos futebolísticos. A hipótese mais ventilada: o receio de vaias, como as que recebeu na final da NBA.
Com a declaração de Infantino, o cenário mudou de figura. O presidente da Fifa jogou Trump diretamente na cena final do maior torneio do planeta — e a resposta do governo americano, quando vier, dirá se foi combinado ou uma aposta unilateral do dirigente.
O emoji de olhos arregalados da Casa Branca, enquanto isso, segue sendo a única reação oficial. E ela diz muito sem dizer nada.
