Esporte

Enviado de Trump pressiona Fifa para tirar Irã da Copa e colocar Itália

Diplomata Paolo Zampolli fez o pedido diretamente ao presidente Gianni Infantino como parte de manobra para reaproximar Washington de Giorgia Meloni
Enviado Trump pressiona Fifa para trocar Irã por Itália na Copa 2026

Um enviado especial do governo Trump pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que o Irã seja excluído da Copa do Mundo 2026 e substituído pela Itália — país que não se classificou para o torneio pela terceira vez consecutiva.

A revelação foi feita pelo Financial Times nesta quarta-feira (22). O diplomata Paolo Zampolli confirmou ao jornal que fez a sugestão tanto a Trump quanto a Infantino.

A jogada faz parte de uma tentativa de Washington de reaproximar relações com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, após Trump criticar o papa Leão XIV.

Zampolli justificou o pedido com o histórico da seleção italiana: “Com quatro títulos, há currículo suficiente para justificar a inclusão”, declarou ao Financial Times. Ele também admitiu motivação pessoal: “Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA.”

A Itália ficou de fora depois de perder a repescagem europeia para a Bósnia e Herzegovina. É a terceira Copa seguida sem a Azzurra — fato que alimenta pressão doméstica crescente sobre a federação italiana.

Irã está confirmado — e Infantino já avisou

O Irã garantiu sua vaga pelas Eliminatórias da Ásia em março de 2025. Gianni Infantino foi categórico: em entrevista à AFP no fim de março, afirmou que os iranianos estarão no Mundial. Na semana passada, disse ter visitado a seleção na Turquia e que a equipe quer disputar o torneio.

“Eles devem jogar. O esporte deve ficar fora da política”, disse Infantino. “Se não houver mais ninguém que acredite em construir pontes e mantê-las, nós fazemos isso.”

O Irã havia pedido à Fifa para transferir seus jogos ao México — país que também sediará partidas ao lado dos EUA e do Canadá. O pedido foi negado. A solicitação iraniana de transferir os jogos para o México já havia sido rejeitada pela Fifa antes mesmo de Zampolli entrar em cena, e Infantino reafirmou a presença da seleção no torneio. A estreia iraniana está marcada para 15 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles.

Futebol como peça no tabuleiro geopolítico

A iniciativa de Zampolli expõe a disposição da administração Trump de usar o futebol como instrumento de pressão diplomática. A Copa de 2026 será sediada nos EUA, México e Canadá — e a presença de uma seleção iraniana em solo americano é, para Washington, um ponto de tensão político sensível.

Desde que Washington e Israel atacaram o Irã em fevereiro, o governo de Teerã proibiu seleções nacionais de viajar a territórios considerados hostis, o que inclui os Estados Unidos. O governo iraniano chegou a afirmar que a seleção não participaria do torneio por causa da guerra, mas depois recuou.

O episódio acrescenta uma camada inédita ao imbróglio: pela primeira vez, um representante formal dos EUA sugeriu à Fifa a substituição direta de uma seleção já classificada. A entidade não comentou publicamente o pedido até o momento.

O relacionamento entre Trump e Meloni ficou estremecido após o presidente americano criticar o papa Leão XIV — figura de grande apelo simbólico na Itália. A proposta de incluir a Azzurra na Copa seria, portanto, um gesto de boa vontade com potencial efeito sobre a relação bilateral.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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