Política

Senado aprova regras para combater adultização de crianças nas redes sociais

Projeto de lei segue para sanção de Lula e prevê medidas como contas vinculadas a responsáveis e restrição a conteúdos impróprios

O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) um projeto de lei que estabelece regras para combater a adultização de crianças e adolescentes em ambientes digitais.

A proposta, que ganhou destaque após denúncia viral do influenciador Felca, segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O texto prevê que contas de redes sociais de menores de 16 anos sejam obrigatoriamente vinculadas a um responsável legal.

Principais medidas do projeto

Contas vinculadas a responsáveis

O projeto determina que contas de redes sociais de usuários com até 16 anos sejam obrigatoriamente vinculadas a um responsável legal. Pais ou responsáveis precisarão ser identificados e poderão ser responsabilizados pelas atividades dos menores nas plataformas.

Verificação de idade

Plataformas deverão adotar mecanismos confiáveis para checagem de idade. A autodeclaração não será mais aceita. O poder público poderá atuar como regulador e certificador dos métodos de verificação, visando impedir o acesso de crianças a conteúdos impróprios.

Conteúdos proibidos

O texto considera impróprios para crianças e adolescentes conteúdos relacionados à exploração e abuso sexual, pornografia, violência física, assédio, cyberbullying, uso e incentivo a drogas, álcool e tabaco, jogos de azar, apostas e práticas publicitárias predatórias. Empresas deverão remover esse material e comunicar autoridades em casos graves, como exploração sexual ou sequestro.

Supervisão parental e sanções

Ferramentas de controle parental

As plataformas terão que oferecer ferramentas para que pais acompanhem o conteúdo acessado por crianças e limitem o tempo de uso. Quando essas ferramentas estiverem ativas, um aviso claro deve aparecer na tela.

Multas e punições

Empresas que descumprirem as regras poderão ser multadas de R$ 10 por usuário cadastrado até R$ 50 milhões, além de suspensão temporária ou definitiva das atividades no Brasil em casos graves. Usuários que fizerem denúncias falsas reiteradamente também poderão ser punidos, inclusive com suspensão de contas.

Proibição de loot boxes

O acesso de crianças e adolescentes a jogos eletrônicos com loot boxes (caixas de recompensa que funcionam como apostas) será proibido. O relator, senador Flávio Arns (PSB-PR), argumenta que a prática se assemelha a jogos de azar e pode incentivar o vício.

Próximos passos

O projeto segue para a sanção do presidente Lula. Caso vire lei, caberá ao governo regulamentar a verificação de idade e a fiscalização das plataformas.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Governo enviará projetos sobre regulação das big techs ao Congresso em setembro

Governo Lula adia regulação de conteúdo das big techs e prioriza proposta antitruste

Lula sanciona lei para proteger crianças de conteúdo impróprio nas redes sociais

Brasileiros apoiam remoção de conteúdos que incentivem adultização nas redes sociais

ECA Digital entra em vigor e obriga plataformas a proteger menores online

Lula assina decretos do ECA Digital e proíbe rolagem infinita para crianças nas redes