Política

Navios voltam a Ormuz, mas Irã impõe taxa que contradiz acordo com Trump

Contradição sobre pedágios surgiu horas após Trump celebrar a reabertura da rota sul do estreito
Reabertura Estreito de Ormuz acordo: mapa de tráfego marítimo com Trump e Irã em posições opostas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15) que navios já voltaram a circular pelo Estreito de Ormuz, um dia após o anúncio do acordo de paz com o Irã.

A movimentação ocorre pela rota sul do canal — o trecho mais afastado do território iraniano, próximo a Omã e à Arábia Saudita. O Irã, que na prática controla o trânsito por Ormuz, não havia confirmado a informação até o fechamento desta edição.

O acordo foi anunciado no domingo (14) por todas as partes, encerrando mais de três meses de guerra entre EUA e Irã. A cerimônia de assinatura está marcada para a próxima sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça, com mediação do Paquistão.

A disputa sobre os pedágios

Horas depois da euforia do anúncio, surgiu uma contradição que pode travar a implementação do acordo. Em entrevista ao The New York Times, Trump declarou que o texto garante a isenção permanente de qualquer pedágio em Ormuz — exatamente o que o Irã havia proposto como condição durante o conflito.

Mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano foi na direção oposta: anunciou que passará a cobrar uma “taxa de serviço marítimo” dos navios que cruzarem o estreito. O governo norte-americano não havia se manifestado sobre a divergência até a última atualização desta reportagem.

A divergência ganha peso quando se lembra que, em maio, Trump havia declarado publicamente que não toleraria nenhum pedágio em Ormuz — exatamente o ponto que o Irã tenta reintroduzir agora sob outro nome.

O Estreito de Ormuz é passagem de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo. O território iraniano margeia a maior parte do canal, o que dá ao país controle efetivo sobre o trânsito de embarcações pela rota. O petróleo recuou 4% no domingo com o anúncio do acordo, mas a contradição entre Trump e Teerã sobre as taxas no estreito pode pressionar os preços novamente nas próximas horas.

Bastidores do acordo: Xi, Putin e a rusga com Netanyahu

Na mesma entrevista ao The New York Times, Trump revelou que os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, foram fundamentais para a conclusão do acordo. O norte-americano agradeceu os dois líderes pelo apoio nas negociações.

Mas o tom mudou ao falar de Israel. Trump criticou abertamente o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu — com quem teria travado “uma discussão acalorada ao telefone” na semana passada, em razão dos ataques israelenses ao Líbano. “Apesar das objeções de Netanyahu ao acordo, salvei Israel da destruição nuclear”, afirmou o presidente americano.

Trump acrescentou que, caso o Irã não tivesse assinado o acordo, os Estados Unidos se tornariam uma espécie de “guardião do Oriente Médio”, capturando 20% das receitas geradas na região.

No sábado, Trump havia prometido que o Estreito de Ormuz seria reaberto imediatamente após a cerimônia de assinatura — nesta segunda, os primeiros navios já testam a rota sul do canal, perto de Omã. A questão agora é se o impasse sobre as taxas vai complicar o que parecia ser um encerramento ordenado da crise.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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