A cofundadora do Nubank, Cristina Junqueira, admitiu que um erro interno levou cerca de 20 mil clientes a receberem um alerta falso sobre a liquidação extrajudicial do banco digital.
O episódio, classificado por ela como “bizarro”, aconteceu na sexta-feira (12) após um funcionário acionar acidentalmente um protocolo de emergência ao enviar um pull request no sistema da empresa.
O alerta enviado por engano mencionava a liquidação extrajudicial do Nubank e orientava os usuários a acionarem o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para recuperar seus recursos — procedimento típico em casos reais de intervenção regulatória em instituições financeiras.
Em publicações nas redes sociais, Junqueira explicou que a mensagem foi disparada porque um colaborador enviou um pull request — termo usado no desenvolvimento de software para sugerir alterações em código — que acionou por acidente um protocolo de emergência da plataforma.
“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo”, escreveu a executiva.
Na sexta-feira (12), clientes receberam um e-mail com domínio oficial do Nubank comunicando uma suposta liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central — notícia que o próprio BC desmentiu em seguida e que o banco confirmou ser envio indevido. Entenda como foi o episódio que assustou os clientes do banco digital.
Apesar do susto, o Nubank confirmou que suas operações seguem funcionando normalmente e que não há qualquer processo de liquidação em curso. A empresa afirmou ter adotado medidas internas para evitar que falhas semelhantes se repitam.
Junqueira admitiu que o episódio gerou desconforto dentro da própria instituição. “Ficamos bravos com isso”, escreveu a executiva, classificando o ocorrido como um aprendizado para a equipe.
O incidente acende o debate sobre os protocolos de comunicação de emergência em fintechs — especialmente sobre os mecanismos de segurança que evitam o envio acidental de alertas capazes de gerar pânico entre clientes e movimentações indevidas no sistema financeiro.
