Clientes do Nubank receberam, nesta sexta-feira (12), um e-mail disparado de domínio oficial do banco comunicando que o Banco Central havia determinado a liquidação extrajudicial da instituição. A mensagem era falsa — o banco não foi liquidado e segue operando normalmente.
O texto orientava os destinatários a solicitar ressarcimento de valores de até R$ 250 mil ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O Nubank confirmou o envio indevido e classificou o episódio como erro operacional pontual, ainda sob apuração interna.
O que dizia o e-mail enviado por engano
O comunicado, acessado pelo G1, afirmava que o Banco Central havia determinado a liquidação da instituição financeira e que “o ativo deste emissor sairá de circulação definitivamente”. A mensagem instruía os clientes a acionar o FGC para resgatar os valores depositados, respeitando o teto de cobertura de R$ 250 mil por CPF.
Em nota, o Nubank afirmou que “lamenta o envio indevido de uma mensagem a clientes” e garantiu que o caso não tem relação com a segurança da plataforma, a proteção dos dados dos usuários ou a solidez financeira da empresa. “As operações do Nubank seguem normalmente, com segurança e estabilidade”, diz o comunicado oficial.
Banco Central desmentiu a liquidação
Procurado pela imprensa, o Banco Central foi categórico: não procede a informação de que a instituição decretou a liquidação extrajudicial do Nubank. O FGC não se pronunciou até o fechamento desta reportagem.
O episódio ganhou repercussão amplificada pelo clima de atenção ao sistema bancário brasileiro em 2026. O Caso Master e as discussões sobre o Banco Master deixaram o público especialmente sensível a qualquer notícia sobre instabilidade financeira — o que tornou o falso alerta do Nubank particularmente alarmante para os destinatários da mensagem.
Nas redes sociais, clientes relataram estranheza ao receber o comunicado. A combinação de remetente oficial com um conteúdo tão grave gerou dúvidas imediatas sobre a veracidade da mensagem, antes mesmo de o banco se pronunciar publicamente.
O FGC garante cobertura de até R$ 250 mil por CPF — fundo que nos últimos meses desembolsou R$ 49,4 bilhões para indenizar clientes de instituições liquidadas. A coincidência entre o limite real do fundo e o valor citado no e-mail equivocado contribuiu para dar aparência de legitimidade à mensagem disparada por engano.
O Nubank informou que o erro está sendo investigado internamente e reforçou que o episódio não compromete a integridade dos sistemas da empresa. A reportagem segue em atualização.
