Política

TSE rejeita ação de aliados de Lula contra uso do ‘Dark Horse’ como propaganda

Decisão de Nunes Marques é processual e não enfrenta o mérito das acusações de abuso de poder econômico
Rejeição TSE de ação contra Dark Horse propaganda eleitoral de Flávio Bolsonaro

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta-feira (12) a ação que tentava barrar o uso do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, como propaganda eleitoral da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão é processual: Nunes Marques descartou o pedido sem analisar o mérito, aplicando entendimento consolidado da corte de que os autores da ação não disputam o mesmo cargo que o candidato beneficiado.

A ação foi ajuizada pelo Grupo Prerrogativas e pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG). Na decisão, Nunes Marques destacou que Correia é pré-candidato à reeleição apenas no estado de Minas Gerais, enquanto o advogado Marco Aurélio de Carvalho “sequer alegou pretensão de concorrer nas Eleições 2026” — o que, segundo o ministro, impede o questionamento perante o tribunal.

Os peticionantes alegavam que a exibição do filme configura abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e financiamento político irregular. O argumento ganhou força pela previsão de lançamento às vésperas do período eleitoral: embora sem data oficial, chegou a circular na imprensa que a obra seria exibida em setembro de 2026.

A ação rejeitada por Nunes Marques nasceu do escândalo revelado em maio, quando o próprio Flávio Bolsonaro confirmou ter solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro os R$ 61 milhões que financiam o filme. O pedido veio à tona após o vazamento de um áudio da conversa entre o senador e o executivo.

A decisão desta sexta-feira não é a primeira movimentação de Nunes Marques em torno do Dark Horse. Em maio, o ministro publicou portaria incomum para assumir pessoalmente a relatoria dos três processos ligados ao filme e a Daniel Vorcaro no TSE, centralizando na presidência da corte todas as ações relacionadas ao caso.

O rejeite processual não elimina a possibilidade de novas ações com legitimidade ativa adequada. Candidatos que disputem cargos na mesma circunscrição que Flávio Bolsonaro poderiam ingressar com pedido semelhante — e a proximidade do lançamento com o calendário eleitoral mantém o debate jurídico e político em aberto.

O envolvimento de Vorcaro, investigado em contexto de lavagem de dinheiro, adiciona complexidade às denúncias de financiamento irregular. O que começou como uma cinebiografia tornou-se peça central na disputa eleitoral de 2026, com o Governo Lula tentando, sem sucesso até agora, que a Justiça Eleitoral intervenha antes mesmo do lançamento oficial.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Lula cria linha de crédito para entregadores comprarem moto ou bike elétrica

SpaceX estreia na Nasdaq avaliada acima de US$ 2 trilhões no maior IPO da história

Caiado quer classificar facções como terroristas e usar Exército na Amazônia

TSE rejeita ação de aliados de Lula contra uso do ‘Dark Horse’ como propaganda