O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, autorizou Jair Bolsonaro a receber uma visita familiar neste sábado (13). Filho Flávio Bolsonaro, a esposa do ex-presidente e suas netas poderão estar com ele entre 11h e 13h.
A decisão determina que celulares e quaisquer aparelhos eletrônicos deverão ser mantidos em depósito com os agentes de segurança presentes. Uma vistoria prévia no local também foi exigida pelo ministro antes do encontro.
Ao deferir o pedido, Moraes reconheceu que o estado de saúde do ex-presidente exige um ambiente controlado — sobretudo para reduzir o risco de contaminação e infecções. Ainda assim, o ministro considerou a solicitação adequada por garantir o suporte familiar necessário ao condenado.
A preocupação com o ambiente controlado tem respaldo clínico direto: relatório médico enviado ao STF registrou soluços frequentes, fadiga a esforços moderados e instabilidade do equilíbrio em Bolsonaro, quadro que justifica as restrições impostas ao regime de cumprimento de pena.
Condenado a 27 anos por liderar trama golpista
Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e três meses de prisão em regime fechado pela Primeira Turma do STF. A condenação reconheceu que ele articulou uma trama golpista para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Por ser relator do processo, Moraes detém competência para deliberar sobre pedidos pontuais no decorrer do cumprimento da pena — incluindo autorizações de visita como a deste sábado.
O ex-presidente cumpre a pena em regime domiciliar humanitário desde 27 de março de 2026, decisão motivada por questões médicas e autorizada inicialmente pelo prazo de 90 dias — o que coloca o período de cumprimento próximo ao limite estabelecido pela corte.
A visita segue o mesmo protocolo de segurança aplicado a outras autorizações anteriores: presença de agentes policiais, proibição de eletrônicos e vistoria prévia no ambiente. O objetivo é preservar tanto a integridade do cumprimento da pena quanto as condições clínicas do ex-presidente.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, é um dos filhos que mais tem acompanhado publicamente os desdobramentos do caso desde a condenação no Supremo.
