Política

De camiseta ‘A Amazônia é nossa’, Flávio Bolsonaro defende afrouxar licenças ambientais no Pará

Pré-candidato à Presidência propôs classificar facções como terroristas e prometeu empregos no estado a partir de 2027
Flávio Bolsonaro com Amazônia ao fundo, simbolizando debate sobre licenças ambientais e mineração no Pará

O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi a Belém na quinta-feira (11) defender a flexibilização de licenças ambientais para o agronegócio e a mineração no Pará — e chegou à capital amazônica vestindo uma camiseta com a frase ‘A Amazônia é nossa’.

O discurso ocorreu no lançamento das pré-campanhas de aliados: Dr. Daniel Santos (Podemos) ao governo do Pará e Éder Mauro (PL) ao Senado Federal. Para o senador, ‘modernizar a legislação’ seria fundamental para gerar empregos a partir de 2027.

No mesmo dia, o pré-candidato à Presidência protocolou uma notícia-crime contra o presidente Lula no STF.

Licenças ambientais e uso de recursos naturais

No discurso, realizado na sede de uma escola de samba em Belém, Flávio Bolsonaro afirmou que a população paraense enfrenta restrições para explorar o potencial turístico e produtivo da região. Para ele, alterar as leis ambientais seria condição para acelerar o aproveitamento dos recursos naturais do estado — o que, segundo o senador, impulsionaria o potencial produtivo do Pará.

O parlamentar havia cumprido agenda mais cedo em Altamira, a 813 quilômetros de Belém, onde se reuniu com lideranças partidárias e empresários do agronegócio local antes de seguir para a capital.

PCC e CV na mira — e a origem da proposta

Flávio defendeu ainda a reclassificação de facções criminosas como organizações terroristas na legislação brasileira — proposta com histórico direto: em maio, o senador havia pedido pessoalmente ao presidente Trump que os EUA fizessem essa classificação, pedido que resultou na designação oficial anunciada pelo secretário Marco Rubio. Flávio quer agora replicar o modelo no direito nacional.

Desde 5 de junho, o Departamento de Estado americano já classifica PCC e Comando Vermelho como ‘terroristas globais especialmente designados’ e ‘organizações terroristas estrangeiras’. Além da reclassificação das facções, o senador defendeu a redução da maioridade penal e a castração química para condenados por estupro.

Notícia-crime contra Lula encerra o dia em Belém

Ao final da agenda no Pará, Flávio Bolsonaro protocolou no Supremo Tribunal Federal uma notícia-crime contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por supostos crimes de ameaça e incitação ao crime. O documento acusa Lula por trecho de discurso em que o presidente evocou o enforcamento do delator de Tiradentes ao falar sobre ‘traidores da pátria’ — fala proferida na semana passada em Catalão (GO).

O conjunto de movimentos desta quinta — a agenda no interior do Pará, o discurso de pré-campanha em Belém e a ofensiva jurídica no STF — consolida o posicionamento de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição na corrida presidencial de 2026.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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