Economia

Imunidade fiscal de igrejas vai encarecer imposto para todos, alerta Fazenda

Durigan cita três pautas-bomba no Congresso e avisa que aprovação pode tornar o país ingovernável
Durigan alerta sobre imunidade tributária igrejas e imposto consumo no Congresso Nacional

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, acendeu o sinal de alerta nesta terça-feira (9) contra o avanço de pautas-bomba no Congresso Nacional — propostas que podem elevar gastos públicos ou reduzir a arrecadação federal.

Entre os exemplos citados está a extensão da imunidade tributária de igrejas ao imposto sobre o consumo. A lógica é direta: se as instituições religiosas ficarem isentas, o restante dos contribuintes terá de pagar cerca de um ponto percentual a mais para compensar a perda de receita.

Segundo Durigan, a aprovação dessas medidas pode tornar o Brasil “ingovernável” nos próximos anos.

As três pautas-bomba que preocupam a equipe econômica

Durigan mencionou três propostas em tramitação no Congresso que tiram o sono do Ministério da Fazenda. A primeira é a ampliação da imunidade tributária de igrejas ao tributo sobre o consumo, criado pela reforma tributária. Com a alíquota estimada em 26,5% — já considerada uma das mais elevadas do mundo —, qualquer renúncia fiscal adicional precisaria ser coberta pelos demais contribuintes.

A segunda pauta envolve o aumento do teto do funcionalismo público. A terceira é a renegociação de dívidas rurais, que, na proposta original apresentada no Senado, poderia comprometer até R$ 800 bilhões em dez anos. “Chegamos a um bom texto com os senadores, que limitaria o impacto fiscal”, afirmou o ministro, sinalizando que uma versão mais restrita está em negociação.

O peso redistribuído para quem paga imposto

O argumento central de Durigan é que o sistema tributário funciona como uma equação fechada: quando um grupo fica isento, o custo é repassado para quem permanece tributado. No caso das igrejas, a estimativa é de acréscimo de um ponto percentual na alíquota geral de consumo — sobre uma base que, aos 26,5%, já comprime o orçamento das famílias brasileiras e rivaliza com as maiores cargas tributárias globais.

Desenrola 2.0: 6 milhões atendidos e meta de 10 milhões até o fim de junho

Em contraponto às preocupações com o Congresso, Durigan fez um balanço do Desenrola 2.0, programa voltado a brasileiros endividados com o sistema bancário que têm renda mensal de até cinco salários-mínimos.

Segundo o ministro, mais de 6 milhões de pessoas já foram beneficiadas. Do total, 4 milhões tinham dívidas de até R$ 100 e foram retiradas dos cadastros de inadimplentes. Outros 1,1 milhão quitaram débitos à vista com bancos após obter descontos do programa, e 1,7 milhão renegociaram contratos com juros reduzidos.

Durigan projetou que o número de beneficiados pode chegar a 10 milhões ainda em junho. “Não acho que seja um governo que não esteja olhando para a vida das pessoas, considerando o Desenrola 2.0 e as medidas de combustíveis”, disse o ministro ao encerrar a entrevista ao Uol News.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Moraes autoriza general golpista preso a fazer o Enem 2026

Fachin amplia missão de grupo sobre penduricalhos para incluir modelo salarial

Imunidade fiscal de igrejas vai encarecer imposto para todos, alerta Fazenda

CNJ notifica redes sobre alvará obrigatório para influenciadores mirins