Economia

Mercado eleva inflação a 5,09% em 2026 pela 12ª semana seguida

Alta do petróleo acima de US$ 94 com guerra no Oriente Médio pressiona expectativas e desafia os cortes na Selic
Barris de petróleo e mapa do Oriente Médio ilustrando pressão na projeção de inflação 2026 do mercado financeiro.

O mercado financeiro revisou para cima, pela décima segunda semana consecutiva, a estimativa de inflação para 2026. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira (1º), a projeção atingiu 5,09%.

A principal pressão vem do petróleo, que opera próximo de US$ 94 o barril em meio à guerra no Oriente Médio. O encarecimento tende a elevar os preços dos combustíveis no Brasil, pressionando a inflação.

Por que a inflação projetada não para de subir

O Focus reúne estimativas de mais de 100 instituições financeiras e funciona como termômetro das expectativas do setor privado. A revisão para 5,09% marca a décima segunda semana consecutiva de ajuste, indicando que o choque externo do petróleo ainda não foi absorvido pelas projeções do mercado.

O movimento não é isolado. Duas semanas antes, o Ministério da Fazenda já havia revisado sua projeção para 4,5% — exatamente no teto da meta —, diante do mesmo vetor: a guerra no Oriente Médio empurrando o barril para cima. Agora, o mercado supera aquele patamar em quase meio ponto percentual.

Apesar da deterioração das expectativas inflacionárias, os economistas consultados seguem apostando em redução dos juros. A taxa Selic está em 14,50% ao ano — após dois cortes realizados em 2026 — e o mercado ainda antecipa novos afrouxamentos nos próximos meses.

PIB avança pouco e câmbio recua levemente nas projeções

Para o crescimento econômico, a revisão foi marginal: a estimativa do PIB de 2026 subiu de 1,89% para 1,90%. O desempenho projetado é modesto frente à expansão de 2,3% registrada em 2025, conforme o IBGE.

Para 2027, a projeção de crescimento permanece em 1,70%, sem alteração em relação à semana anterior.

No câmbio, os economistas reduziram ligeiramente a estimativa para o dólar ao fim de 2026: de R$ 5,17 para R$ 5,16. Para o encerramento de 2027, a projeção caiu de R$ 5,26 para R$ 5,25 — sinalizando leve expectativa de valorização do real.

O conjunto das revisões traça um cenário de cautela: inflação acima do teto da meta, crescimento moderado e política monetária ainda apertada, mesmo com a Selic em trajetória de queda.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Petróleo sobe mais de US$ 4 com ataques entre EUA e Irã

Correios dobram prejuízo em um ano e registram rombo de R$ 3,1 bi no trimestre

Durigan anuncia fim da declaração obrigatória do IR em até três anos

Polícia Civil apura se ONG desviou verba municipal de SP para filmar Bolsonaro