Economia

Petróleo dispara 3,71% após reunião Trump-Xi e tensões no Estreito de Ormuz

Brent atinge US$ 109,64 — maior nível em dez dias — enquanto crise no Oriente Médio segue sem solução
Barris de petróleo e mapa do Estreito de Ormuz ilustram a alta do Brent no Oriente Médio

O petróleo tipo Brent atingiu US$ 109,64 nesta sexta-feira (15), alta de 3,71% em relação ao fechamento anterior — o maior patamar em dez dias. O movimento ocorreu mesmo após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, que não foi suficiente para acalmar os mercados.

A preocupação central dos investidores está no fornecimento global de energia. As tensões no Oriente Médio e o risco ao Estreito de Ormuz — principal corredor de exportação de petróleo do mundo — mantêm os preços sob pressão constante.

O pico mais recente havia sido registrado em 5 de abril, quando o Brent chegou a US$ 114,44. Desde então, os preços oscilaram a cada nova rodada de negociações diplomáticas — sem sair do território de incerteza.

Há menos de duas semanas, o Brent havia despencado mais de 10% com a expectativa de um acordo entre Washington e Teerã — queda revertida rapidamente à medida que as negociações voltaram a emperrar. Na segunda-feira, o Brent já havia subido a US$ 104 após Trump rejeitar a proposta iraniana de paz — padrão de ruptura diplomática que se repete nesta sexta.

Estreito de Ormuz no centro do debate

O bloqueio naval americano ao Estreito de Ormuz — anunciado em abril após o colapso das conversas em Islamabad — segue como pano de fundo da preocupação dos investidores com o fornecimento global de energia.

Trump e Xi concordaram sobre a necessidade de manter o estreito aberto, mas a declaração não trouxe medidas concretas. No comunicado final da visita americana à China, Pequim pediu trégua duradoura no Oriente Médio e a reabertura imediata das rotas marítimas da região.

O governo chinês alertou que o conflito pressiona o crescimento econômico global, as cadeias de suprimentos e o abastecimento de energia — argumento que ressoa diretamente nos mercados internacionais de commodities.

No front diplomático com o Irã, Trump voltou a endurecer o tom após o encontro em Pequim. Em entrevista à Fox News, ele afirmou não ter “muita paciência” e pressionou Teerã a negociar enquanto o cessar-fogo ainda está em vigor.

O presidente americano também sugeriu querer obter o urânio enriquecido iraniano — tema central da guerra recente com Israel e do programa nuclear do Irã. Segundo Trump, o objetivo teria mais peso político e simbólico do que militar.

Bombardeios continuam mesmo com negociações em andamento

As conversas entre Israel e Líbano sobre a manutenção do cessar-fogo avançaram. Autoridades americanas classificaram a primeira rodada como “positiva” e confirmaram que novas reuniões estão previstas.

Ainda assim, Israel pediu nesta sexta-feira (15) a evacuação de cinco vilarejos no sul do Líbano e voltou a bombardear posições do Hezbollah — grupo apoiado pelo Irã. O governo israelense alega que o grupo violou o acordo de trégua, mantendo acesa a tensão na fronteira.

O cenário regional sustenta a preocupação internacional sobre uma possível escalada do conflito e seus reflexos diretos na economia global, especialmente no mercado de petróleo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Filme de Bolsonaro prometia visto americano a investidores de US$ 1,1 mi

Petrobras investe R$ 17,6 bi na Replan e lança combustível de avião renovável em 2026

PGR denuncia Zema por calúnia contra Gilmar Mendes no STJ

Petrobras decide desenvolver Aram e projeta dois poços no pré-sal até 2030