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Petrobras investe R$ 17,6 bi na Replan e lança combustível de avião renovável em 2026

Refinaria de Paulínia expande refino em 25 mil barris por dia e ganha usina solar de 20 MW ainda este ano
Refinaria Replan e usina solar simbolizam investimento em combustível sustentável de aviação Petrobras

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (15) um pacote de R$ 17,6 bilhões para a Replan, a maior refinaria do Brasil, em Paulínia (SP). O montante integra um investimento total de R$ 37 bilhões previstos para o estado de São Paulo até 2030.

O principal destaque é o início da produção de combustível sustentável de aviação (SAF) ainda em 2026, além da expansão de 5% na capacidade de refino e da instalação de uma usina fotovoltaica própria na refinaria.

SAF: aviação mais limpa com matéria-prima renovável

A produção de combustível sustentável de aviação (SAF) deve começar na Replan até dezembro de 2026 por meio do coprocessamento — técnica em que matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado, são misturadas ao petróleo durante o refino. A vantagem está em usar estruturas já existentes na refinaria, sem exigir uma planta inteiramente nova.

A Petrobras também desenvolve uma rota mais ambiciosa: a produção de SAF a partir de etanol, conhecida como rota ATJ (álcool para jato). A unidade terá capacidade estimada em 10 mil barris por dia, ainda está em fase de engenharia e tem previsão de licitação a partir de 2027.

Expansão da capacidade de refino

A Replan vai ampliar sua capacidade em 5% — o equivalente a cerca de 25 mil barris adicionais por dia. O investimento é de R$ 6 bilhões e as obras serão executadas durante uma parada de manutenção prevista para o primeiro semestre de 2027.

A expansão se encaixa diretamente no plano estratégico da estatal de cobrir 100% da demanda nacional de diesel e gasolina até 2031 — e os novos 25 mil barris diários de Paulínia são peça concreta desse objetivo.

Usina solar e economia circular na refinaria

A Replan também receberá uma usina fotovoltaica com capacidade de 20 megawatts, com entrada em operação prevista ainda em 2026. A energia gerada será consumida internamente, reduzindo o uso de gás natural nas operações e ampliando a eficiência energética da unidade.

Atualmente, a refinaria processa cerca de 434 mil barris por dia e responde por aproximadamente 20% da capacidade de refino nacional. Com os novos projetos, a unidade deve incorporar gradualmente tecnologias de transição energética — mantendo a produção de combustíveis fósseis, mas ampliando alternativas mais limpas, sobretudo no setor de aviação.

A proposta da Petrobras é integrar a produção de combustíveis à economia circular, reaproveitando resíduos como matéria-prima e reduzindo emissões ao longo da cadeia produtiva da refinaria.