A Petrobras estuda elevar sua meta de autossuficiência em combustíveis a 100% da demanda nacional de diesel e gasolina até 2031. A declaração foi da presidente da estatal, Magda Chambriard, durante videoconferência de resultados trimestrais nesta terça-feira (12).
A nova ambição poderá constar do próximo plano de negócios da empresa, referente ao período de 2027 a 2031 — superando o objetivo atual, que prevê cobrir 85% da demanda de diesel até 2030.
Chambriard indicou que a companhia avalia projetos capazes de ir além da meta vigente. A revisão ainda está em curso, e a proposta final depende de discussões internas antes da publicação do próximo plano estratégico da estatal.
A presidente também ressaltou que o governo federal tem reconhecido o papel da Petrobras em fornecer combustíveis a preços acessíveis ao mercado interno — aspecto que ganha peso em um cenário de pressão sobre os custos de energia para consumidores e empresas brasileiras.
A aposta na produção doméstica não é nova. Em abril, a Petrobras já havia descartado importações de diesel para os meses seguintes e cortado em 10% o volume entregue às distribuidoras — um sinal claro da prioridade pela autossuficiência no abastecimento. Saiba mais sobre o corte no fornecimento de diesel e o descarte das importações.
A meta de autossuficiência na gasolina também vinha sendo perseguida por outra frente. Em abril, o governo propôs elevar de 30% para 32% a mistura obrigatória de etanol anidro — medida que, segundo o Ministério de Minas e Energia, zeraria as importações do combustível. Entenda como o aumento do etanol pode zerar a importação de gasolina no Brasil.
Se confirmada, a autossuficiência total em diesel e gasolina representaria uma virada estratégica para o Brasil, país que ainda depende de importações para suprir parcela relevante de seu consumo interno de derivados de petróleo.
