Saúde

Hantavírus com transmissão entre humanos é detectado em cruzeiro com três mortos

Cepa andina confirmada na África do Sul eleva alerta sanitário a bordo do navio MV Hondius
MV Hondius durante surto de hantavírus em navio cruzeiro, editorial sobre alerta sanitário

Uma cepa rara de hantavírus com capacidade de transmissão entre humanos foi confirmada em um surto a bordo do cruzeiro holandês MV Hondius, que já registrou três mortes no oceano Atlântico.

A cepa andina — a única conhecida que permite propagação de pessoa a pessoa — foi identificada em dois pacientes evacuados para a África do Sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) contabiliza oito casos no total: três confirmados e cinco suspeitos.

Apesar do alarme, a OMS afirma que o risco para a saúde pública em geral permanece baixo.

Surto iniciado na Argentina se espalha pelo Atlântico

O MV Hondius zarpou da Argentina há cerca de um mês em travessia pelo oceano Atlântico quando os primeiros casos começaram a surgir. Três passageiros morreram durante a viagem, embora o hantavírus não tenha sido confirmado em dois deles — um cidadão holandês e um alemão.

Os dois casos confirmados na África do Sul incluem uma mulher holandesa que faleceu após o marido também morrer a bordo, e um britânico de 69 anos que segue hospitalizado em Joanesburgo. Um cidadão suíço que viajou no navio retornou ao país e está em tratamento em hospital de Zurique.

Na quarta-feira (6/5), três pessoas com sintomas foram retiradas da embarcação: um britânico de 56 anos, um holandês de 41 e uma alemã de 65. A operadora Oceanwide Expeditions informou que dois eram tripulantes, incluindo o médico do navio.

Por que a cepa andina preocupa especialistas

O hantavírus é normalmente transmitido por roedores — via urina, saliva ou fezes. A cepa andina é a única conhecida capaz de circular entre pessoas, o que justifica o monitoramento intensificado pelas autoridades sanitárias.

A confirmação da cepa veio do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul, após análises laboratoriais. Um relatório apresentado ao Parlamento sul-africano ressalta que a transmissão entre humanos, embora possível, é pouco frequente e exige contato muito próximo.

Cerca de 150 pessoas seguem a bordo do MV Hondius, ancorado próximo a Cabo Verde, na costa ocidental africana, sob rigorosas medidas de precaução adotadas pela operadora.

Ilhas Canárias no centro da disputa política

O destino do navio tornou-se uma questão política na Espanha. O governo central aceitou que o MV Hondius atracasse nas Ilhas Canárias — provavelmente em Gran Canária ou Tenerife —, mas a liderança regional rejeitou o plano publicamente.

“Não posso permitir que entre nas Canárias”, declarou Fernando Clavijo, presidente do governo regional, pedindo reunião urgente com o primeiro-ministro Pedro Sánchez. Nas redes sociais, Clavijo exigiu “segurança e garantias” tanto para os passageiros quanto para os moradores locais.

O Ministério da Saúde espanhol assegurou que todos os desembarques ocorrerão em espaços e transportes especiais, sem contato com a população. A chegada está prevista para daqui a três ou quatro dias.

O rastreamento de contatos avança em ritmo acelerado. Das 62 pessoas identificadas como contatos dos infectados, 42 já foram localizadas — entre elas paramédicos, motoristas de ambulância, tripulação aérea, autoridades portuárias e profissionais de saúde.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou que o monitoramento abrange passageiros ainda a bordo e os que já desembarcaram, reiterando que o risco de transmissão para a população em geral continua sendo baixo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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