A Diretoria Colegiada da Anvisa se reúne nesta tarde para julgar o recurso da Química Amparo contra a suspensão cautelar que proibiu a fabricação e determinou o recolhimento de lotes de detergente lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetante da marca Ypê.
A sessão começou às 14h na sede da agência, em Brasília, e inclui outras pautas na agenda além do caso Ypê.
Na origem do processo está uma inspeção da vigilância sanitária que identificou a bactéria Pseudomonas aeruginosa em 80 lotes de produtos acabados da Química Amparo — contaminação que o controle de qualidade interno da empresa havia deixado passar sem reprovação. É esse histórico que a Diretoria Colegiada analisa nesta tarde.
Para levar o caso à votação colegiada, a Ypê acionou o artigo 17 da RDC 266/2019, que garante efeito suspensivo automático a recursos administrativos contra decisões da agência. Foi esse mecanismo que paralisou temporariamente a ordem de recolhimento e levou o julgamento para esta sessão.
A suspensão cautelar imposta pela Anvisa abrange tanto a fabricação dos produtos nas linhas afetadas quanto o recolhimento dos lotes já distribuídos no mercado.
Mesmo com a proibição temporariamente suspensa pelo recurso administrativo, a Ypê manteve voluntariamente a linha de produção de líquidos na fábrica de Amparo parada enquanto aguarda o desfecho do julgamento.
Para os consumidores, a decisão tem impacto direto: se a suspensão for confirmada, o recolhimento dos lotes afetados volta a ter força executória, garantindo o direito à devolução e ao ressarcimento dos produtos adquiridos.
A Química Amparo é uma das maiores fabricantes de produtos de limpeza do Brasil, e a presença da marca Ypê nas prateleiras do varejo nacional é expressiva. O resultado do julgamento define os próximos passos tanto da empresa quanto dos consumidores que ainda possuem os produtos em questão.
