Saúde

Anvisa julga nesta quarta-feira se mantém suspensão de lotes da Ypê

Diretoria colegiada analisa recurso da empresa após inspeção flagrar bactéria em 80 lotes de produtos acabados
Decisão Anvisa sobre suspensão de lotes Ypê: sede institucional com produto de limpeza em composição

A diretoria colegiada da Anvisa se reúne nesta quarta-feira (13) para decidir se mantém ou revoga a suspensão de fabricação e comercialização de lotes de produtos da marca Ypê.

A suspensão foi imposta após inspeção sanitária realizada no fim de abril na fábrica de Amparo, no interior de São Paulo, que identificou falhas consideradas graves no processo produtivo — entre elas, a presença de Pseudomonas aeruginosa em 80 lotes de produtos acabados.

O que a inspeção encontrou

Técnicos da Anvisa, do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e da Vigilância Sanitária de Amparo realizaram a inspeção no fim de abril e flagraram uma série de não conformidades na unidade fabril da Ypê, em Amparo (SP).

O relatório aponta marcas de corrosão nos equipamentos usados para fabricação de detergente e lava-roupas, falhas nos sistemas de garantia da qualidade e irregularidades no armazenamento de produtos. O estado de conservação do tanque de manipulação para lava-louças foi especialmente destacado pelos fiscais.

Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, resultados fora da especificação microbiológica foram registrados em 80 lotes de produtos acabados, com testes positivos para Pseudomonas aeruginosa. Segundo os fiscais, esses lotes não foram reprovados pelo controle de qualidade interno e permaneciam armazenados aguardando definição da empresa.

O risco sanitário identificado pela agência se restringe aos lotes com numeração final 1 de lava-louças, lava-roupas líquido e desinfetante da marca.

De acordo com a Anvisa, a presença de bactérias como a Pseudomonas aeruginosa em produtos de limpeza pode representar risco à saúde especialmente de idosos e imunossuprimidos, com possibilidade de infecções na pele, nos olhos e problemas respiratórios.

A medida que agora está sob julgamento foi publicada na Resolução 1.834/2026, na última quinta-feira (7), após a inspeção identificar descumprimentos graves nas Boas Práticas de Fabricação da unidade de Amparo — decisão que a própria Ypê classificou como “arbitrária e desproporcional” ao anunciar o recurso administrativo.

Recurso suspende efeitos da medida até decisão colegiada

O recurso administrativo apresentado pela Ypê gerou efeito suspensivo automático sobre a medida da Anvisa, permitindo que os produtos continuassem circulando até a votação desta quarta. O presidente da agência afirmou ao Fantástico que a análise será concluída na reunião de colegiado.

Em nota, a fabricante afirmou que a inspeção não encontrou contaminação nos produtos e argumentou que já possui mecanismos de controle de qualidade para identificar e descartar itens fora do padrão. A empresa informou ainda que a unidade de Amparo está com a produção paralisada desde quinta-feira (8) para acelerar as adequações solicitadas pela agência reguladora.

O Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo mantém a avaliação de risco sanitário e orienta consumidores a não utilizarem os lotes listados na medida cautelar. A recomendação também vale para supermercados e comércios, que devem retirar os produtos da venda.

O problema tem raízes mais profundas: em novembro de 2025, a própria Ypê já havia identificado a Pseudomonas aeruginosa e promovido um recolhimento voluntário de lotes de lava-roupas, com foco em imunossuprimidos — sem que isso impedisse novos resultados fora da especificação microbiológica nos meses seguintes.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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