Economia

Trump rejeita proposta iraniana e petróleo volta a subir com impasse em Ormuz

Teerã exigiu fim do bloqueio naval, compensações e soberania sobre o estreito; Washington quer cessar-fogo antes de negociar
Impasse entre Trump e Irã sobre Ormuz impulsiona alta do petróleo global

Trump rejeitou, via redes sociais, a proposta de paz do Irã nesta segunda-feira (11), empurrando os preços do petróleo para cima. O conflito com dez semanas de duração segue sem perspectiva de resolução.

Teerã divulgou no domingo (10) sua resposta à oferta americana de retomar negociações. As condições incluíam fim do bloqueio naval, compensações pelos danos da guerra, suspensão de sanções e reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz.

Washington defende que os combates devem cessar antes de qualquer discussão sobre o programa nuclear iraniano — posição incompatível com as exigências de Teerã.

O Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo, permanece como principal ponto de pressão do conflito. Dados da Kpler e da LSEG mostram que três navios-tanque carregaram petróleo bruto na semana passada com os rastreadores desligados — manobra para escapar de ataques iranianos.

Na semana anterior, o petróleo já havia disparado quando Trump cancelou a viagem de seus enviados e declarou que aguardava o contato iraniano — o cenário que antecedeu a proposta de paz agora rejeitada por Washington. O padrão de alta e baixa nos preços tem acompanhado cada movimento diplomático desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

O que o Irã exige

Além do fim do bloqueio naval e do reconhecimento de sua soberania sobre Ormuz, o Irã pediu garantias de que não haverá novos ataques, a suspensão das sanções americanas e a revogação da proibição imposta à venda de petróleo iraniano, segundo a agência semioficial Tasnim.

A exigência pelo fim do bloqueio naval não é novidade: semanas atrás, Teerã já havia ameaçado fechar o Estreito de Ormuz caso os EUA se recusassem a retirar suas forças da rota marítima estratégica. O cessar-fogo de larga escala, anunciado em 16 de abril, vem sendo testado por confrontos esporádicos ao redor do estreito.

O bloqueio naval americano ao Estreito de Ormuz havia sido anunciado em abril, depois que as negociações em Islamabad terminaram sem acordo e o Brent rompeu a barreira dos US$ 100 pela primeira vez desde o início do conflito.

Os aliados da Otan recusaram pedidos dos EUA para enviar navios ao estreito sem um acordo de paz amplo e uma missão com mandato internacional, deixando Washington com pouca adesão para sua postura no conflito.

Trump chega a Pequim na quarta-feira (13). Sob pressão crescente para encerrar a guerra, o presidente americano deve discutir o Irã com Xi Jinping e tentar obter apoio da China para pressionar Teerã a fechar um acordo com Washington.

Netanyahu não descarta uso da força contra programa nuclear do Irã

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou no domingo ao programa 60 Minutes, da CBS News, que a guerra ainda não terminou. Segundo ele, há “mais trabalho a ser feito” para eliminar o urânio enriquecido iraniano, desmontar instalações nucleares e neutralizar grupos aliados do Irã e seu arsenal de mísseis balísticos. Netanyahu disse preferir a via diplomática, mas não descartou o uso da força para remover o material nuclear.

O premiê acrescentou que o fim das hostilidades com o Irã não significaria necessariamente o encerramento da guerra no Líbano. Ele admitiu que Israel subestimou inicialmente a capacidade iraniana de afetar o tráfego em Ormuz: “Demorou um pouco para que eles entendessem o tamanho do risco, mas agora entendem”.

Drones testam estabilidade no Golfo

No domingo, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado dois drones iranianos. O Catar condenou um ataque com drones que atingiu um navio de carga vindo de Abu Dhabi em suas águas territoriais, e o Kuwait informou que suas defesas aéreas também interceptaram drones hostis que entraram em seu espaço aéreo.

No sul do Líbano, os confrontos entre Israel e o Hezbollah continuam apesar do cessar-fogo mediado pelos EUA e anunciado em 16 de abril.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, respondeu às pressões afirmando que o Irã “jamais se curvará ao inimigo” e que defenderá “os interesses nacionais com firmeza”. Teerã classificou sua proposta como “generosa e responsável”.

Pressão eleitoral sobre Trump

A guerra é impopular entre os eleitores americanos, que enfrentam preços mais altos dos combustíveis a menos de seis meses das eleições que definirão se o Partido Republicano mantém o controle do Congresso — fator que aumenta a pressão doméstica sobre Trump para encontrar uma saída do conflito.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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