O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (8) que tem uma “relação muito boa” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação veio um dia após a reunião de três horas realizada na Casa Branca, em Washington.
Questionado por jornalista da TV Globo, Trump descreveu o encontro como “ótimo” e reforçou elogios feitos logo ao fim da reunião — quando chamou o brasileiro de “um bom homem” e “um cara inteligente”.
O que foi discutido na reunião
Em entrevista à imprensa na embaixada brasileira em Washington, Lula detalhou a pauta do encontro. Segundo o presidente brasileiro, os dois líderes abordaram a parceria estratégica entre os países, terras raras, a reforma do Conselho de Segurança da ONU, a situação em Cuba e a guerra no Irã.
Comércio e tarifas também estiveram na mesa, conforme Trump havia adiantado ainda na quinta-feira em postagem na Truth Social.
Segundo o presidente americano, representantes dos dois países já têm novas conversas previstas para avançar nos pontos considerados estratégicos — sinal de que a agenda bilateral deve se aprofundar nas próximas semanas.
Clima descontraído
Lula descreveu a reunião com leveza. Em um momento que chamou atenção, o petista contou que aconselhou Trump a sorrir mais: “Trump rindo é melhor do que de cara feia”, disse o brasileiro após o encontro.
Na quinta-feira, assim que a reunião terminou, Trump já havia chamado Lula de “dinâmico” ao postar na Truth Social — elogios que o americano reforçou nesta sexta ao responder à imprensa.
O encontro de quinta-feira consolidou um movimento diplomático que vinha ganhando força. A boa relação descrita por Trump tem raízes em uma ligação de 40 minutos feita dias antes, quando o americano encerrou a conversa com um “I love you” — episódio que acelerou a confirmação do encontro presencial.
A reunião de três horas foi classificada como positiva pelos dois líderes. O clima de cordialidade pública contrasta com a tensão comercial que marca as relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em torno das tarifas impostas pela administração americana.
A visita de Lula à Casa Branca é parte de uma agenda diplomática mais ampla do governo brasileiro, que tem buscado diversificar parcerias e reposicionar o país no cenário internacional. Os temas abordados — de minerais críticos à reforma da ONU — refletem essa estratégia de ampliar a influência brasileira em fóruns globais.
