O presidente Lula se reúne nesta quinta-feira (7) com Donald Trump na Casa Branca, em Washington, em encontro bilateral com agenda que inclui tarifas comerciais, PIX, etanol, minerais críticos e a situação na Venezuela.
O presidente brasileiro desembarcou na Base Aérea de Andrews na noite de quarta-feira (6), encerrando meses de preparação diplomática iniciada com um telefonema entre os dois líderes em janeiro.
O que está na pauta
A reunião foi confirmada pela Casa Branca dois dias antes do encontro. O governo brasileiro elencou como prioridades a investigação da Seção 301 dos EUA sobre o sistema de pagamentos PIX, o setor de etanol, minerais críticos e a situação política na Venezuela — temas que Brasília quer avançar para reverter o tarifaço imposto a produtos nacionais.
O encontro tem origem num telefonema de 40 minutos em janeiro, no qual Trump elogiou a trajetória de Lula e encerrou a conversa com um informal ‘I love you’. O episódio acelerou a confirmação da data e recolocou o diálogo bilateral nos trilhos após um período de fricções entre os dois países.
Diplomatas brasileiros veem a visita como oportunidade de reequilibrar a relação com Washington. Lula pousou em Andrews na noite desta quarta, encerrando uma viagem preparada desde aquele telefonema de janeiro — e que o Planalto vê como chance de reverter meses de atritos bilaterais.
Atritos que antecederam o encontro
O encontro ocorre num momento de tensão acumulada. O caso do deputado Alexandre Ramagem, envolvendo agentes do ICE, foi o principal atrito diplomático nos meses que precederam a visita e expôs a fragilidade do canal bilateral.
Outro ponto sensível na negociação é a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos americanos. O governo Lula quer afastar a designação imposta ao CV e ao PCC — tema que deve aparecer nas conversas desta quinta.
A Casa Branca havia confirmado o encontro dois dias antes da data, sinalizando disposição americana para avançar na agenda bilateral. Para o Planalto, a reunião é estratégica para reverter sobretaxas e abrir caminho para acordos em setores de interesse geopolítico mútuo, especialmente minerais críticos.
