Economia

Bancos começam a oferecer Desenrola 2.0 após liberação do sistema

Febraban confirma que primeiras instituições já captam pedidos de renegociação de dívidas
Novo Desenrola Brasil: Governo, Febraban e bancos em colaboração para renegociação de dívidas

Os bancos brasileiros iniciaram nesta terça-feira (5) a oferta do Novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas conduzido pelo Ministério da Fazenda. A Febraban confirmou que a infraestrutura do programa foi liberada a partir das 18h.

As primeiras instituições já disponibilizam condições de renegociação em canais digitais, enquanto outras coletam pedidos de adesão dos clientes. O programa tem potencial para alcançar 27 milhões de brasileiros endividados e renegociar até R$ 100 bilhões em dívidas.

Integração técnica ao FGO conclui fase de testes

A Febraban informou que as instituições financeiras concluíram a integração de seus sistemas internos ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), peça central da arquitetura do programa. No último fim de semana, os bancos realizaram testes de conexão com o fundo — conduzidos na infraestrutura herdada da versão original do Desenrola, que serviu de base para a nova edição.

Os testes foram considerados bem-sucedidos em sua maioria. Intercorrências pontuais foram identificadas prontamente pelas equipes técnicas, o que é esperado em iniciativas de alta complexidade operacional. O FGO ao qual as instituições concluíram a integração técnica é parcialmente capitalizado com R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões em recursos esquecidos nas próprias tesourarias bancárias.

Etapas finais antes do funcionamento integral

Para operar plenamente, o programa ainda cumpria, na tarde desta terça, algumas formalidades: realização da assembleia geral do FGO, publicação do edital e ajustes no regimento do fundo. O Ministério da Fazenda informou que a liberação do sistema para registro das operações estava prevista para o mesmo dia.

A Febraban reiterou que todos os clientes elegíveis terão a oportunidade de renegociar dívidas dentro do período de adesão, e que a entidade segue à disposição do governo federal para colaborar com o êxito da iniciativa.

O Novo Desenrola Brasil foi construído com participação direta do setor financeiro. Febraban e outras entidades colaboraram desde o desenho das condições — faixas de descontos, prazos e taxas de juros — até as regras de funcionamento sustentável, num trabalho que buscou conciliar o alcance social do programa com a sua viabilidade econômica e operacional.

Pelas regras do programa agora disponível nos bancos, trabalhadores com até cinco salários mínimos podem usar até 20% do saldo do FGTS para quitar débitos, com descontos que chegam a 90% do valor original da dívida.

Inadimplência recorde amplia urgência da iniciativa

O programa chega num cenário de endividamento histórico. Mais da metade dos adultos brasileiros está com o CPF negativado e o saldo do rotativo do cartão de crédito bateu a marca histórica de R$ 400 bilhões — números que ampliam o alcance e a urgência da iniciativa.

O setor financeiro está em estágio avançado de mapeamento de suas bases de dados para garantir a oferta a todos os elegíveis. O programa deve ganhar celeridade gradualmente, em razão da sua dimensão e complexidade operacional.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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