Política

Moraes barra revisão de pena de ‘Débora do Batom’ por lei ainda não promulgada

STF exige promulgação do PL da Dosimetria antes de aceitar qualquer pedido de redução de sentença
STF e Congresso em debate institucional sobre a revisão de pena: o PL da Dosimetria

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou nesta segunda-feira (4) o pedido da defesa de “Débora do Batom” para revisão imediata da pena de 14 anos imposta pelos crimes de 8 de janeiro de 2023.

O fundamento é objetivo: o PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso após a derrubada do veto presidencial, ainda não foi promulgado — e sem promulgação, a medida não tem força de lei nem pode ser aplicada a processos em curso.

Débora Rodrigues dos Santos entrou para o noticiário político ao ser identificada pela Polícia Federal como autora da pichação “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, instalada em frente ao STF. O ato ocorreu durante os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas.

Condenada a 14 anos de prisão, ela responde pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada. Desde março do ano passado, cumpre prisão domiciliar — regime mantido pelo próprio Moraes em setembro, após a condenação em definitivo.

Entre a derrubada e a promulgação

Na quinta-feira (30), Câmara e Senado rejeitaram o veto de Lula ao PL da Dosimetria. Na Câmara, foram 318 votos pela derrubada e 144 contrários — o mínimo exigido era 257. No Senado, 49 votos contra o veto e 24 a favor, acima do piso de 41.

O texto agora segue para promulgação. Lula tem até 48 horas para assinar; caso não o faça, a responsabilidade passa ao presidente do Senado e, posteriormente, ao vice-presidente da Casa. Só após a publicação oficial a lei passa a valer.

Na sexta-feira (1º), a defesa de Débora havia acionado o STF pedindo a readequação da pena, alegando que a nova regra já demonstrava “orientação normativa inequívoca” do Congresso — pedido que Moraes rejeitou nesta segunda. ‘Débora do Batom’ pede no STF redução da pena após queda do veto à dosimetria

O projeto pode beneficiar ao menos 190 pessoas condenadas pelos ataques de 8 de janeiro, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme balanço do próprio ministro Moraes.

Mesmo após entrar em vigor, a lei poderá ser contestada no Supremo. A Corte terá a palavra final sobre a validade das mudanças — transformando o STF no árbitro definitivo do destino dos condenados pelo 8 de janeiro.

Com a derrubada do veto, o Congresso empurrou a questão para o Judiciário. A decisão de Moraes nesta segunda-feira é o primeiro sinal de como a Corte pretende conduzir os pedidos durante o intervalo entre a aprovação legislativa e a entrada em vigor da nova regra. Congresso derruba veto de Lula e STF vai decidir futuro da dosimetria

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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