Saúde

Bolsonaro recebe alta de cirurgia no ombro; recuperação pode durar 9 meses

Ex-presidente foi operado no DF Star em Brasília na sexta e voltou para prisão domiciliar nesta segunda
Alta hospitalar Bolsonaro após cirurgia do ombro no DF Star, retorno à prisão domiciliar

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (4) após cirurgia eletiva no ombro direito realizada na última sexta (1º), em Brasília. A equipe médica confirmou a saída em coletiva de imprensa no início da tarde.

O procedimento, realizado no hospital DF Star, foi um reparo artroscópico do manguito rotador à direita. Segundo o médico responsável, Alexandre Paniago, a evolução clínica do paciente confirmou a previsão de alta para esta data.

A recuperação deve durar de seis a nove meses, de acordo com a equipe médica.

Autorização judicial e contexto jurídico

O procedimento só foi possível após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar desde março, por razões humanitárias, após condenação da Corte por tentativa de golpe.

A defesa do ex-presidente protocolou pedido de autorização urgente no STF em abril, apresentando laudo que atestava lesão de alto grau no manguito rotador e falha no tratamento conservador — documento decisivo para viabilizar a cirurgia. Saiba como a defesa obteve a autorização do STF para operar o ombro de Bolsonaro.

O que é o manguito rotador

O manguito rotador é formado por músculos e tendões responsáveis por estabilizar e movimentar a articulação do ombro. Especialistas indicam a cirurgia em casos de ruptura extensa, falha no tratamento conservador ou lesões agudas causadas por trauma.

O boletim médico divulgado após o procedimento indicou que Bolsonaro permaneceria em observação clínica e controle de dor, com alta condicionada a evolução satisfatória — condição que se confirmou nesta segunda-feira.

O procedimento foi classificado como eletivo e agendado com antecedência. A equipe médica informou que não houve intercorrências durante a cirurgia. A técnica artroscópica, menos invasiva que a aberta, reduz o tempo de recuperação inicial, mas a reabilitação funcional completa do ombro costuma demandar meses de fisioterapia intensiva.

Com a alta confirmada, Bolsonaro retorna ao regime de prisão domiciliar. O período de seis a nove meses indicado pelos médicos significa que o ex-presidente seguirá em acompanhamento ambulatorial durante boa parte do restante de 2026.

A necessidade de autorização judicial para um procedimento eletivo ilustra as restrições impostas pelo regime de reclusão domiciliar. O caso reacende o debate sobre as condições de cumprimento de pena do ex-presidente, cujos desdobramentos jurídicos permanecem em curso no STF.

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