Negócios

Vale avança 36% no lucro do 1º trimestre, mas fica abaixo da expectativa

Receita chegou a US$ 9,26 bilhões com produção recorde de minério de ferro desde 2018
Resultado Vale primeiro trimestre 2026: instalações industriais e produção recorde de minério de ferro

A Vale divulgou nesta terça-feira (28) um lucro líquido de US$ 1,9 bilhão no primeiro trimestre de 2026, resultado 36% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A melhora foi impulsionada pelo crescimento no volume de vendas e pela valorização nos preços do minério de ferro e de metais básicos. Mesmo assim, o número ficou levemente abaixo da projeção do mercado, que esperava US$ 2 bilhões, conforme dados compilados pela LSEG.

O Ebitda ajustado da mineradora somou US$ 3,83 bilhões, alta de 23% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A receita líquida de vendas avançou 14%, para US$ 9,26 bilhões, sustentada não apenas pelo minério de ferro, mas também pelo aumento nos volumes vendidos de níquel e cobre.

No segmento principal, as vendas de minério de ferro cresceram 3,9% na comparação anual, totalizando 68,7 milhões de toneladas — o maior volume para um primeiro trimestre desde 2018. O preço médio do produto subiu 5,5% no período.

Recorde no S11D e flexibilidade de portfólio

Um dos destaques operacionais foi a mina S11D, no Pará, que registrou a maior produção de minério de ferro para um primeiro trimestre em sua história. O CEO da companhia, Pimenta, afirmou que a Vale “alcançou recordes de produção em múltiplos ativos” e que o “portfólio flexível” permitiu à empresa “capturar oportunidades em um ambiente de mercado robusto”.

O fluxo de caixa livre recorrente foi de US$ 813 milhões, aumento de US$ 309 milhões na comparação anual.

No lado dos custos, porém, o custo caixa C1 do minério de ferro subiu 12% na comparação anual, para US$ 23,6 por tonelada, pressionado principalmente pela apreciação do real frente ao dólar. Os custos all-in ficaram em US$ 55,4 por tonelada, 8% maiores ano contra ano.

Dívida sobe com pagamento de dividendos

A dívida líquida expandida da Vale encerrou o trimestre em US$ 17,8 bilhões, alta de US$ 2,2 bilhões em relação ao trimestre anterior. A companhia atribuiu o aumento ao pagamento de US$ 2,7 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio, parcialmente compensado pela geração de caixa livre.

Os investimentos totais recuaram 7% na comparação anual, para US$ 1,09 bilhão, em linha com a projeção anual da empresa de US$ 5,4 bilhões a US$ 5,7 bilhões para 2026. Os aportes em projetos de crescimento caíram 42%, para US$ 182 milhões, reflexo do avanço do projeto Capanema e do estágio mais maduro do Serra Sul +20.

O projeto Serra Sul +20, de minério de ferro, já atingiu 86% de execução física e tem entrada em operação prevista para o segundo semestre de 2026. Já os investimentos em manutenção cresceram 5%, para US$ 907 milhões, com recursos direcionados ao projeto de cobre Bacaba e a iniciativas nas operações de pelotização e ferroviária.

Na Vale Metais Básicos, divisão responsável por níquel e cobre, a companhia afirmou ter colhido resultados de iniciativas de otimização de ativos, com aumento de produção e redução de custos.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

329 mil crianças ficam fora da pré-escola obrigatória no Brasil

Messias enfrenta sabatina no Senado com disputa voto a voto pelo STF

Câmara aprova piso constitucional de 1% do orçamento para assistência social

STF condena SP a indenizar fotógrafo cegado por bala de borracha em protesto