Política

Câmara aprova piso constitucional de 1% do orçamento para assistência social

PEC passa com 444 votos a 12 e segue ao Senado; custo estimado em R$ 36 bi em quatro anos
Câmara dos Deputados em primeiro plano aprovando PEC de piso assistência social, Senado ao fundo

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) a PEC que cria um piso obrigatório de 1% da receita corrente líquida para a assistência social — válido para os orçamentos federal, estaduais e municipais.

A proposta passou em segundo turno com placar de 444 votos a 12, após ajustes solicitados pelo governo Lula para reduzir restrições no cálculo das dotações.

O texto segue agora para o Senado, onde precisará de ao menos 54 votos em dois turnos para ser promulgado.

Como será o escalonamento do piso

O percentual de 1% não entra em vigor de imediato. A PEC prevê uma implementação gradual ao longo de quatro anos até atingir o patamar mínimo definido na proposta — ponto que concentrou boa parte do debate no plenário.

Outro detalhe relevante: estados e municípios não poderão contabilizar os repasses da União no cumprimento do seu piso individual. A regra foi mantida no texto aprovado.

Governo pediu tempo — e mudanças

O primeiro turno da PEC havia sido votado no início de abril, mas o Palácio do Planalto solicitou uma pausa para avaliar o impacto fiscal, estimado em R$ 36 bilhões em quatro anos.

Com mais tempo, o governo negociou alterações na redação original. As mudanças flexibilizaram os critérios para o cálculo dos investimentos cobertos pelo piso e vincularam as dotações à lei orçamentária anual.

O líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), sinalizou abertura para ajustes adicionais. “Se for necessário, corrige no Senado”, afirmou o deputado.

Divisão na Câmara e próximos passos

Mesmo com a aprovação expressiva, uma parcela de deputados votou contra a proposta. A principal crítica foi a vinculação orçamentária — modelo já adotado para saúde e educação, mas que parte do legislativo considera rígido demais diante das limitações fiscais dos entes federativos.

A PEC chega ao Senado em momento de debate sobre teto de gastos e responsabilidade fiscal. O custo estimado de R$ 36 bilhões ao longo de quatro anos deve pautar as discussões entre os senadores.

Para entrar em vigor, a proposta precisa do aval de 54 dos 81 senadores em dois turnos de votação — o mesmo rito constitucional pelo qual passou na Câmara.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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