Política

USP vai adotar cotas para PcD no vestibular de 2028

Grupo de trabalho tem 120 dias para definir critérios; votação final no Conselho Universitário está prevista para 2027
Edifícios icônicos STF e USP em composição editorial sobre cotas para pessoas com deficiência USP

A Universidade de São Paulo (USP) anunciou que implementará cotas para pessoas com deficiência (PcD) a partir do vestibular de 2028. A iniciativa cumpre lei estadual sancionada em 8 de julho de 2025 e coloca a maior universidade do país na rota das ações afirmativas para esse grupo.

A mesma legislação obriga Unicamp, Unesp, Etecs e Fatecs a adotar o mesmo modelo. O percentual de vagas reservadas deverá ser, no mínimo, equivalente à proporção de PcDs na população do estado de São Paulo, conforme o último Censo do IBGE.

Como será o processo de regulamentação

Para estruturar a política, a USP constituiu um Grupo de Trabalho com representantes da Pró-Reitoria de Graduação, da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, de coletivos de PcD da universidade e de especialistas no tema. O grupo tem 120 dias para analisar a legislação, discutir os critérios de aplicação das cotas e elaborar uma minuta de resolução.

O texto produzido será submetido à Câmara de Cursos e Ingressos e à Câmara para Políticas de Inclusão de Pessoas com Deficiência, ambas vinculadas às respectivas pró-reitorias. Em seguida, passará pelo Conselho de Graduação e pelo Conselho de Inclusão e Pertencimento.

A etapa final é a votação no Conselho Universitário, instância máxima da USP. A universidade estima que essa análise conclusiva ocorra no primeiro semestre de 2027 — deixando espaço para a norma entrar em vigor a tempo do processo seletivo de 2028.

O que a lei determina

A legislação estadual prevê que as vagas de cota não preenchidas dentro dos critérios estabelecidos poderão ser redistribuídas aos demais candidatos, evitando ociosidade no acesso ao ensino superior público.

A regulamentação na USP ocorre em meio a um cenário jurídico sensível sobre ações afirmativas no ensino superior. O STF já acumula 4 votos para derrubar lei de Santa Catarina que proibiu cotas raciais nas universidades estaduais — mas o mesmo julgamento tem preservado, de forma consistente, as cotas destinadas a pessoas com deficiência, o que reforça a base legal da iniciativa paulista.

A adesão da USP ao modelo de cotas PcD representa um passo simbólico relevante: a universidade é historicamente associada à meritocracia tradicional e foi uma das últimas grandes instituições federais e estaduais a incorporar políticas de reserva de vagas de forma ampla. A inclusão de coletivos de PcD diretamente no grupo de trabalho sinaliza uma abordagem participativa que pode servir de modelo para as demais universidades estaduais paulistas no mesmo processo de adequação à lei de 2025.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Congresso aprova reserva de 30 por cento para mulheres em conselhos de estatais

STF acumula 4 votos contra lei de SC que proíbe cotas raciais

Enem 2026 permite acompanhante para candidatos com ansiedade ou TOC pela primeira vez

MPF aciona Justiça para impor cotas de residência médica ao Einstein

Sisu+ abre consulta de vagas; inscrições começam em 15 de junho

CNU 2025 divulga cronograma oficial e amplia política de cotas e ações afirmativas