Política

Delegados da PF rejeitam acusação de Lula sobre ‘fingir trabalhar’

ADPF cobra debate estrutural sobre limitações da corporação e retenção de talentos
Lula em retrato oficial frente a símbolos da Polícia Federal em debate sobre delegados fingindo trabalhar

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu com nota oficial à declaração do presidente Lula de que determinou a convocação de servidores que estariam “fingindo trabalhar” na corporação.

A fala foi feita na quinta-feira (23), na Feira Brasil na Mesa, evento da Embrapa em Planaltina (DF), enquanto o presidente comentava a nomeação de novos servidores da PF.

Para a entidade, o debate deveria se concentrar em temas estruturantes e urgentes para o enfrentamento ao crime organizado — não em declarações que minam a imagem da categoria.

O que diz a ADPF

Em nota, a associação afirmou que o foco deveria estar em políticas consistentes de valorização, retenção de talentos e financiamento adequado da Polícia Federal. A entidade elenca uma série de limitações técnicas e de mão de obra enfrentadas pela corporação e reforça a importância do diálogo contínuo com o governo federal para o aperfeiçoamento das políticas de segurança pública em benefício da sociedade brasileira.

A declaração de Lula foi feita durante a Feira Brasil na Mesa, em Planaltina, quando o presidente ordenou ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que convocasse delegados afastados do serviço ativo para retornarem às suas funções. A medida, segundo o Executivo, visa garantir que todos os postos da PF sejam preenchidos até o fim do ano.

A nota da ADPF não confronta diretamente a política de contratações, mas deixa claro que o fortalecimento da instituição depende de medidas estruturais — e não apenas de convocações emergenciais motivadas por declarações públicas.

Mil novos servidores anunciados

Na quarta-feira (22), Lula havia anunciado a contratação de 1.000 novos policiais federais para reforçar o combate ao crime organizado. O lote inclui 630 agentes, 160 escrivães, 120 delegados, 69 peritos e 21 papiloscopistas. O presidente gravou vídeo para as redes sociais detalhando as nomeações, apresentadas como parte do esforço de reestruturação da corporação.

A tensão entre o discurso do Executivo e a realidade operacional da PF não é nova. O diretor-geral da corporação já havia alertado que a PF perdeu mais de 300 servidores para outras carreiras nos últimos três anos — exatamente o tipo de limitação estrutural que a ADPF cita em sua nota ao rebater as declarações do presidente. Para a entidade, qualquer solução duradoura passa necessariamente por valorização de carreira e financiamento adequado, não apenas por convocações pontuais.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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