A plataforma MEC Livros vai triplicar seu acervo e passar das atuais 8 mil obras para 25 mil títulos digitais, conforme anunciou o ministro da Educação, Leonardo Barchini, nesta quinta-feira (23), em evento comemorativo do Dia Mundial do Livro, em Brasília.
A expansão será gradual ao longo das próximas semanas. Outra novidade é a possibilidade de devolver livros emprestados antes do prazo de 14 dias — funcionalidade que entra em vigor a partir desta sexta (24).
Lançada no início de abril pelo governo federal, a plataforma é uma biblioteca digital pública e gratuita que reúne obras literárias nacionais e internacionais — tanto títulos em domínio público quanto contemporâneos licenciados.
O acesso é feito pelo site meclivros.mec.gov.br ou pelo aplicativo disponível nas principais lojas, com autenticação via conta gov.br. No primeiro acesso, o usuário pode selecionar gêneros literários preferidos para receber recomendações personalizadas.
Como funciona o empréstimo
O sistema opera como uma biblioteca convencional: o leitor toma um título emprestado por vez, com prazo de 14 dias para leitura. Com a atualização anunciada por Barchini, passa a ser possível devolver a obra a qualquer momento — seja para quem concluiu a leitura antes do prazo, seja para quem desistiu de terminar o livro.
A plataforma trabalha com três faixas de acesso que variam conforme o tipo de obra e oferece recursos de acessibilidade para garantir inclusão digital a estudantes, professores e leitores em geral.
O MEC Livros integra a agenda do ministro Leonardo Barchini, que assumiu a pasta em março após a saída de Camilo Santana para a disputa eleitoral. Já nas primeiras semanas após o lançamento, a plataforma registrou adesão expressiva em todo o país.
A iniciativa busca democratizar o acesso à leitura especialmente para quem não tem condições de arcar com assinaturas pagas em plataformas privadas — eixo central da política educacional do governo Lula para o setor cultural.
Barchini vem acelerando o ritmo de anúncios desde que assumiu o ministério. Semanas atrás, o ministro lançou o programa Participa Jovem, voltado a ampliar o protagonismo de estudantes em grêmios escolares — outra aposta federal na participação ativa da juventude na educação pública.
