Economia

Durigan admite transição na escala 6×1, mas barra custo para o Tesouro

Em Washington para reuniões do FMI, ministro descarta compensações fiscais às empresas pela mudança na jornada
Retrato do ministro com prédio do Ministério da Fazenda ao fundo, transição escala 6x1 setor produtivo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu nesta sexta-feira (17) que o fim da escala 6×1 pode exigir um período de transição para alguns setores da economia — mas foi categórico: o custo da mudança não pode recair sobre o Tesouro Nacional.

As declarações foram feitas em entrevista coletiva em Washington, onde Durigan participa das reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial.

A declaração do ministro veio na esteira do avanço das discussões no Congresso. Nesta semana, o deputado federal Paulo Azi (União-BA) apresentou, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, relatório favorável ao avanço de PECs que preveem a redução da jornada semanal de trabalho no Brasil. A votação foi adiada por pedidos de vista.

Antes de protocolar o relatório, Azi havia sugerido uma regra de transição progressiva para a entrada das novas regras em vigor, de modo a dar tempo ao setor produtivo para se adaptar. O parlamentar também propôs uma compensação às empresas, com a redução de tributos sobre a folha de pagamentos, diante do possível aumento de gastos com pessoal que a mudança poderia gerar.

As propostas em discussão envolvem a redução da jornada para quatro dias por semana, com prazo de 360 dias para entrada em vigor. O próprio relator, no entanto, admite que o texto pode ser alterado para prever uma jornada máxima de 40 horas semanais — posição mais alinhada à proposta do governo federal.

Durigan foi direto ao se posicionar contra a ideia de compensação fiscal para as empresas. Para o ministro, eventuais custos decorrentes da redução da jornada de trabalho não devem ser absorvidos pelo Tesouro Nacional — sinalizando que o governo não bancará o ajuste financeiro do setor privado.

Na véspera, interlocutores da área econômica já haviam descartado qualquer compensação financeira às empresas — posição que Durigan reforçou nesta sexta-feira ao dizer que a conta não pode sobrar para o Tesouro. A questão foi detalhada em análise da equipe econômica sobre o tema.

A postura do governo indica que, mesmo que uma transição setorial seja aceita para acomodar a mudança, ela deverá ocorrer sem alívio tributário ou qualquer mecanismo que transfira o ônus para os cofres públicos. O debate segue aberto no Congresso, com a votação na CCJ ainda sem data definida.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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