Economia

Reforma Casa Brasil amplia crédito e atende famílias com renda até R$ 13 mil

Governo sobe teto de renda, aumenta financiamento e estende prazo no programa que reforma moradias já existentes
Lula e Caixa em composição sobre contexto brasileiro, programa Reforma Casa Brasil financiamento

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (15) a ampliação das condições do Reforma Casa Brasil, programa de crédito operado pela Caixa Econômica Federal para reforma de moradias populares.

O teto de renda familiar subiu de R$ 9,6 mil para R$ 13 mil. O limite do financiamento passou de R$ 30 mil para R$ 50 mil, e o prazo de amortização foi estendido de 60 para 72 meses.

O governo também anunciou corte nas taxas de juros, mas ainda não detalhou como as novas condições funcionarão na prática.

O que muda no Reforma Casa Brasil

A principal alteração é a elevação do teto de renda familiar, condição que amplia o alcance do programa para famílias antes fora do limite de R$ 9,6 mil. Com o novo patamar de R$ 13 mil, um número maior de domicílios passa a ser elegível ao crédito.

O valor máximo de financiamento sobe de R$ 30 mil para R$ 50 mil. O crédito pode ser usado na compra de materiais, na contratação de mão de obra e em serviços técnicos, como projetos e acompanhamento de obras — permitindo reformas mais completas do que o programa comportava antes.

Outra mudança relevante é a entrada do Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab) como garantidor de todos os financiamentos do programa. Antes, essa cobertura não se estendia a todas as operações realizadas pela Caixa.

O Reforma Casa Brasil foi criado no fim de 2025. Apesar do anúncio desta quarta, o governo ainda não detalhou como as novas condições serão implementadas operacionalmente pela Caixa Econômica Federal, que atua como operadora do crédito.

No mesmo dia, o governo também ampliou o teto de renda do Minha Casa, Minha Vida para R$ 13 mil — o mesmo limite adotado no Reforma Casa Brasil, sinalizando uma reconfiguração ampla da política habitacional federal operada pela Caixa Econômica Federal.

Ano eleitoral e déficit habitacional

As mudanças foram anunciadas em ano eleitoral e reforçam a aposta do governo em programas de habitação popular com apelo direto à população de menor renda, conforme o próprio governo reconheceu ao apresentar as mudanças.

A existência do programa parte de um diagnóstico específico: o déficit habitacional brasileiro não se restringe à falta de novas moradias, mas inclui a inadequação das unidades já existentes. São casas que precisam de reparos ou ampliações, mas cujos moradores não têm acesso a crédito adequado para realizá-los.

O Reforma Casa Brasil se posiciona, portanto, sobre esse segmento do problema habitacional — atuando sobre o estoque existente de moradias precárias, em vez de financiar apenas novas construções.

O alinhamento dos tetos de renda nos dois programas — ambos agora em R$ 13 mil — aponta para uma padronização da política habitacional do governo, unificando o público-alvo das duas linhas de crédito geridas pela Caixa Econômica Federal.