Economia

União e estados fecham acordo de R$ 1,20 por litro para subsidiar diesel importado

Medida divide custo igualmente entre governo federal e governadores e tem validade de até dois meses
Governo Lula e governadores em acordo sobre subsídio ao diesel importado

O governo federal e os estados brasileiros fecharam acordo para subsidiar o diesel importado, anunciando uma subvenção de R$ 1,20 por litro destinada diretamente aos importadores do combustível.

A medida, com validade de até dois meses, divide o custo igualmente: R$ 0,60 ficam a cargo da União e R$ 0,60 são assumidos pelos estados, de forma proporcional ao volume de diesel importado consumido em cada unidade da federação.

Como funciona o acordo

A subvenção de R$ 1,20 por litro representa uma reformulação profunda das negociações entre Brasília e os governadores. Após os estados rejeitarem uma proposta anterior de zerarem o ICMS sobre o diesel importado, a União redesenhou o modelo para evitar renúncia fiscal direta pelos estados — um ponto sensível para as finanças estaduais que inviabilizou a versão original do acordo.

Com o novo formato de subvenção direta, cada estado contribui proporcionalmente ao volume de diesel importado consumido em seu território, tornando o rateio mais equitativo entre as unidades da federação sem exigir que os governadores abram mão de receita tributária própria.

O acordo federal-estadual se soma a medidas já em vigor. Em 13 de março, um decreto federal havia estabelecido subsídio de R$ 0,32 por litro e zerado as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, com teto de gastos de R$ 10 bilhões. A nova subvenção de R$ 1,20 eleva significativamente o suporte ao setor.

Articulação e contexto político

Horas antes do anúncio oficial, o ministro Dario Durigan já havia sinalizado o desfecho: declarou que o governo estava ‘muito perto’ de obter a adesão de todos os estados ao modelo de subvenção direta, indicando que as negociações estavam em fase de encerramento.

A corrida para selar o acordo reflete a pressão crescente sobre o governo diante da alta do preço do diesel — combustível estratégico para o transporte de cargas e para a cadeia do agronegócio. O repasse da alta aos preços finais ameaça ampliar a inflação em setores sensíveis da economia, tornando a medida também um instrumento de política monetária indireta.

A validade limitada de até dois meses sinaliza o caráter emergencial do acordo, deixando em aberto as negociações de longo prazo sobre a política de preços de combustíveis no país. A questão estrutural — como lidar com a volatilidade do petróleo no mercado internacional sem comprometer as finanças públicas — permanece sem solução definitiva.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

TCU abre investigação sobre uso da máquina pública em desfile que homenageou Lula

Empresário filho de ex-prefeito do Rio é procurado por comprar dados da esposa de Moraes

Petrobras eleva QAV em 50% e governo corre para evitar repasse nas passagens

TJs defendem depósitos no BRB por rendimentos maiores; MA usou verba para ‘penduricalhos’