A nova Rua da Marinha, uma das principais obras de infraestrutura para a COP 30 em Belém, foi entregue nesta quinta-feira (19), quase cinco meses após o encerramento da conferência mundial em novembro de 2025.
O investimento total foi de R$ 253 milhões em parceria entre o Governo do Pará e o BNDES. A via tem 3,4 km de extensão e deve beneficiar mais de 200 mil pessoas na capital paraense.
Polêmicas durante a execução
Mesmo fazendo parte dos projetos do evento mundial, a obra enfrentou questionamentos ambientais. Em novembro de 2024, a Justiça chegou a determinar a paralisação da duplicação da via.
A decisão atendeu a uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Pará (MPPA), que questionava a ausência de licença ambiental emitida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
Conflito de licenciamento
A Semma havia negado o licenciamento alegando que o empreendimento invadia os limites do Parque Ecológico Municipal Gunnar Vingren. Segundo o órgão, a obra causaria supressão vegetal, retirada de animais silvestres e atingiria a flora, a fauna e olhos d’água da região.
O Governo do Pará, responsável pela obra e que havia obtido licenças da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), argumentou que a atribuição seria estadual. Porém, a Justiça considerou a Semma como órgão competente.
Características da via
A Rua da Marinha conecta as avenidas Augusto Montenegro e Centenário no bairro da Marambaia. A via possui duas pistas de mão dupla, cada uma com três faixas, canteiro central com cerca de 260 árvores plantadas, playground, academia ao ar livre, ciclofaixa, novas redes de drenagem e calçadas acessíveis.
A capacidade prevista é superior a 20 mil veículos por dia, buscando reduzir os congestionamentos na região. Apenas parte estava com o tráfego liberado até então.
Licitação revogada
Em maio de 2024, o governo revogou uma licitação inicial para um dos trechos após críticas públicas de que a obra passaria dentro do parque ambiental.