A 100 dias da COP30, a região metropolitana de Belém contabiliza 37 obras em andamento, distribuídas em 60 bairros da capital, Ananindeua, Marituba e Castanhal. O número de projetos saltou de 13 para 37 desde 2024, com orçamento ampliado de R$ 4 bilhões para R$ 7 bilhões. Até este sábado (2), oito intervenções já foram parcialmente entregues, impulsionando a preparação para o evento global.
Principais frentes de obras e investimentos
As 37 grandes obras urbanas são executadas por Prefeitura de Belém, Governo do Pará, Governo Federal e iniciativa privada, com apoio público. Os projetos abrangem hospedagem, infraestrutura e desenvolvimento urbano, mobilidade e saneamento. De acordo com levantamento do g1, infraestrutura e desenvolvimento urbano concentram 14 obras com orçamento de R$ 3,2 bilhões.
Mobilidade e saneamento atingem o maior número de bairros: pavimentação de ruas e avenidas envolve 26 bairros, enquanto gestão de resíduos sólidos, educação ambiental e inovação em bioeconomia alcançam 37 bairros. Entre as obras essenciais, a pesquisadora Olga Freitas (UFPA) destaca o Parque da Cidade, que abrigará as Zonas Azul e Verde, e o Hangar Centro de Convenções, ambos com previsão de entrega até novembro. A Vila COP 30, destinada a líderes e delegações, também é considerada fundamental.
Obras já entregues e andamento
Oito obras foram parcialmente entregues, incluindo a reforma de seis escolas para hospedagem, cinco canais da bacia do Tucunduba para saneamento, trechos da duplicação da Avenida Bernardo Sayão e viadutos em Ananindeua e Marituba. O Parque da Cidade, com orçamento de R$ 980 milhões, inaugurou áreas de lazer e esportivas. O Mercado de São Brás e o Parque Linear da Doca tiveram entregas parciais, mas ainda aguardam adequações e conclusão.
Próximas entregas e desafios
Com apenas 100 dias para a COP30, 24 obras têm previsão de conclusão até novembro, distribuídas entre infraestrutura (11), mobilidade (6), saneamento (3) e hospedagem (2). Em agosto, estão previstas entregas como o Distrito de Inovação e Bioeconomia, Parque da Cidade, modernização do aeroporto e macrodrenagem dos canais Benguí e Marambaia. Setembro e outubro concentram entregas de hotéis, terminais portuários, revitalização de mercados e parques, além da reforma do Complexo do Ver-O-Peso, com 98% de andamento.
Desde a confirmação do Brasil como sede da COP, em dezembro de 2023, o número de projetos e recursos aumentou: de 13 projetos e R$ 4 bilhões em junho de 2024 para 37 obras e R$ 7 bilhões em agosto de 2025. Os recursos vêm de diferentes fontes, como Governo Federal, Governo do Pará, Prefeitura de Belém, Itaipu Binacional, BNDES, Caixa Econômica Federal, iniciativa privada e fundos internacionais.
Transparência e acompanhamento
Olga Freitas destaca a necessidade de um portal de transparência para detalhar as obras da COP. Atualmente, não há repositório oficial com informações sobre andamento, custos e justificativas dos projetos. O governo do Pará afirmou em abril que avaliaria criar um portal específico, mas a medida ainda não foi implementada.