Política

Anac cria multa de R$ 17,5 mil e lista negra contra passageiros indisciplinados

Casos cresceram 66% em 2025 e chegaram a 1.764 ocorrências; regras preveem gradação por gravidade e 'No Fly List'

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou um novo marco regulatório para punir passageiros que perturbam voos ou comprometem a segurança em aeroportos brasileiros.

As sanções variam conforme a gravidade: multas de até R$ 17,5 mil, proibição de embarque em voos domésticos e, nos casos mais graves, inclusão em uma lista restritiva de impedimento — a chamada No Fly List.

Quem for retirado do voo não terá direito a assistência da companhia aérea: sem hotel, sem alimentação e sem reacomodação.

Alta de 66% nos incidentes impulsionou a regulamentação

Os dados que motivaram a nova regra são expressivos. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), os registros de passageiros indisciplinados cresceram 66% em 2025 em relação ao ano anterior, totalizando 1.764 ocorrências em 12 meses.

As sanções serão aplicadas de forma gradual, de acordo com a gravidade do ato praticado. Agressões físicas ou verbais, tumultos a bordo e danos à infraestrutura aeroportuária estão entre as condutas puníveis.

Como funciona a No Fly List brasileira

Casos classificados como gravíssimos podem resultar na inclusão do passageiro em uma lista restritiva que impede embarques futuros em voos domésticos. Trata-se de modelo já adotado por outros países para passageiros de alto risco.

Nas situações de impedimento de embarque em voos futuros, a nova regulamentação garante restituição integral dos valores pagos nas passagens — proteção financeira ao viajante impedido de voar.

Brasil segue endurecimento global contra conduta indisciplinada em voos

A decisão da Anac acompanha um movimento internacional de punições mais severas. A França aprovou no fim de 2025 multas de até 20 mil euros — cerca de R$ 124 mil — e a possibilidade de proibir o infrator de viajar por até quatro anos.

A Ryanair, maior companhia de voos domésticos da Europa, aplica multas a partir de 500 libras para quem for expulso de uma aeronave. Já a Índia mantém um dos sistemas mais detalhados do gênero: a proibição varia de 3 meses para infrações leves a no mínimo 2 anos em casos de ameaça à segurança.

Nos Estados Unidos, a Federal Aviation Administration (FAA) enquadra a interferência nas funções da tripulação como violação da lei federal, com multas que podem ultrapassar US$ 43 mil por infração.

Incidente real ilustra o problema

Em janeiro de 2026, um voo de Brasília com destino ao Santos Dumont, no Rio de Janeiro, atrasou quase duas horas após um passageiro se recusar a ativar o modo avião no celular. Diante da recusa em desembarcar voluntariamente, a tripulação acionou a Polícia Federal, que retirou o homem da aeronave.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Anac obriga aéreas a sentar menores de 16 anos ao lado dos responsáveis sem custo

Anac lança plataforma para passageiros registrarem reclamações aéreas

Anac restringe venda de passagens da Flybondi após onda de cancelamentos

Anac restringe operações da Aerolíneas Argentinas no Brasil

Aeroportos do Brasil registram recorde de passageiros pelo terceiro mês seguido

Movimentação de passageiros em aeroportos chega a 65,2 milhões no semestre