Geraldo Alckmin declarou nesta segunda-feira (29) que ainda não há data nem formato definidos para a conversa entre Lula e Donald Trump sobre o tarifaço dos EUA a produtos brasileiros.
Em entrevista à rádio CBN, Alckmin disse estar otimista quanto à negociação e destacou que o Brasil não é problema para os EUA, que têm superávit comercial com o país.
O vice-presidente também comentou sobre a expectativa de aprovação da isenção do Imposto de Renda e defendeu a redução da taxa Selic.
Negociações sobre o tarifaço dos EUA
Na entrevista à rádio CBN, Alckmin explicou que não há informações sobre data ou formato para o encontro entre Lula e Donald Trump, apesar do anúncio de Trump sobre uma conversa rápida durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York. Segundo Trump, ambos teriam concordado em conversar nesta semana, mas Alckmin reforçou que detalhes ainda não foram definidos.
O vice-presidente se mostrou otimista sobre as negociações para reverter o tarifaço. Desde quase dois meses, uma sobretaxa de 50% está em vigor para a entrada de vários produtos brasileiros nos Estados Unidos. Alckmin afirmou: “Acho que teremos novos passos e temos bons argumentos porque o Brasil não é problema para os EUA. Os EUA têm superávit na balança comercial com o Brasil. … Estamos otimistas. Vamos aguardar os próximos dias para avançar mais”.
Outros temas: Imposto de Renda e juros
Isenção do Imposto de Renda
Alckmin também abordou a expectativa de aprovação, na próxima quarta-feira (1º), do projeto que isenta de Imposto de Renda quem recebe até R$ 5 mil por mês. A proposta, promessa de campanha de Lula, está na Câmara dos Deputados, e o governo trabalha para que a medida entre em vigor em 2026.
Redução da taxa Selic
O vice-presidente defendeu a redução da taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano, após decisão unânime do Comitê de Política Monetária do Banco Central em manter o patamar. Alckmin, também ministro da Indústria, argumentou que a Selic elevada encarece o crédito e aumenta a dívida pública. Ele destacou que a cotação do dólar e a inflação dos alimentos estão controladas, o que facilitaria a redução da taxa.
“Estamos otimistas que a gente possa ter uma redução da Selic mais rápida. […] Acho que é importante a redução porque, além de atrapalhar o PIB, ela encarece a dívida”, afirmou. O patamar atual da Selic é o maior em quase 20 anos; em julho de 2006, no primeiro mandato de Lula, a taxa estava em 15,25% ao ano.