Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, declarou neste domingo (28) que há “uma chance real de grandeza no Oriente Médio”, sinalizando otimismo sobre um possível acordo para encerrar a guerra em Gaza.
Trump deve se reunir nesta segunda-feira (29) com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca, para avançar nas negociações de paz.
As conversas envolvem também países árabes e o grupo Hamas, segundo autoridades americanas.
Negociações e plano de paz dos Estados Unidos
Na última sexta-feira (26), Trump afirmou que as negociações com países do Oriente Médio sobre o conflito em Gaza têm sido intensas. Ele ressaltou que tanto Israel quanto o grupo palestino Hamas acompanham de perto as discussões, que continuarão pelo tempo necessário.
Segundo uma fonte diplomática, o plano dos Estados Unidos reúne 21 pontos, incluindo um cessar-fogo permanente em Gaza, a libertação dos reféns israelenses, a retirada das tropas de Israel e a criação de um futuro governo no território sem a presença do Hamas. O ataque do grupo palestino em 7 de outubro de 2023 foi o estopim para a guerra atual.
Em publicação na plataforma Truth Social, Trump declarou: “Todos estão a bordo para algo especial, pela primeira vez. Nós vamos conseguir”. Ele também destacou que “será um acordo que trará os reféns de volta. Será um acordo que encerrará a guerra”.
No domingo (28), o rei Abdullah da Jordânia afirmou que muitos pontos do plano americano estão “em linha com o que já foi acordado”, embora não tenha detalhado o conteúdo da proposta. A imprensa britânica noticiou que o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, pode assumir papel relevante na transição política em Gaza.
Repercussões e resistência internacional
No início do mês, Trump lançou o que chamou de “último aviso” ao Hamas, pedindo que o grupo aceite um acordo para libertar reféns em Gaza. “Os israelenses aceitaram meus termos. Agora é hora de o Hamas aceitar também”, afirmou Trump em sua rede social. “Este é meu último aviso — não haverá outro.”
Apesar da intermediação dos Estados Unidos, as negociações de cessar-fogo entre Israel e Hamas permanecem em impasse.
Netanyahu na ONU e crise humanitária
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursou na Assembleia Geral da ONU, afirmando que Israel seguirá atacando Gaza até “terminar o trabalho”. Ele rejeitou a criação de um Estado Palestino e negou que o Exército israelense esteja matando civis ou causando fome em Gaza, alegando que luta “uma batalha pelo Ocidente”.
Netanyahu foi recebido com vaias e boicote no plenário da ONU, com delegações, incluindo a do Brasil, deixando o local em protesto. A crise humanitária em Gaza dominou os debates, e vários países anunciaram o reconhecimento do Estado da Palestina.
O agravamento da situação humanitária gerou críticas da ONU e de países europeus, aumentando a pressão sobre Israel. Uma comissão das Nações Unidas apontou indícios de genocídio no território palestino, acusação negada por Israel.