Lula se reuniu com Zelensky em Nova York durante a Assembleia Geral da ONU, repetindo encontro de dois anos atrás. O presidente brasileiro defendeu uma solução negociada para a guerra na Ucrânia, afirmando não ver saída militar para o conflito. O encontro ocorre enquanto Zelensky busca apoio internacional à resistência ucraniana contra a invasão russa.
Encontro entre Lula e Zelensky em Nova York
O presidente Lula e o líder ucraniano Volodymyr Zelensky voltaram a se encontrar pessoalmente em Nova York, aproveitando a viagem para a Assembleia Geral da ONU. O encontro repete o que ocorreu dois anos antes, também à margem do evento internacional. Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, há três anos e meio, Zelensky utiliza a ocasião para dialogar com líderes mundiais e fortalecer o apoio à resistência ucraniana, após a invasão de seu território por tropas russas.
No discurso de abertura da Assembleia Geral, na terça-feira (23), Lula defendeu uma “solução realista” para o conflito, baseada em negociações, e afirmou não acreditar em uma solução militar para a guerra. O presidente brasileiro propôs a criação de um chamado “Clube da Paz” para buscar alternativas diplomáticas.
Posições divergentes e mediação brasileira
Apesar de condenar a invasão russa, o Brasil evita alinhar-se a medidas unilaterais dos Estados Unidos e da União Europeia. Em ocasiões anteriores, Zelensky criticou a postura brasileira, sugerindo que o país deveria ser mais incisivo nas críticas à Rússia. Lula já se ofereceu para mediar negociações entre russos e ucranianos, mas a proposta não avançou até o momento.
Durante o discurso, Lula não detalhou se considera realista uma solução que envolva a cessão de territórios ucranianos atualmente sob controle russo, ponto rejeitado por Zelensky.
Mudança de posição de Trump
No mesmo contexto da Assembleia, Zelensky também se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Antes, Trump sugeria que a Ucrânia cedesse territórios, mas após o encontro e análise da situação militar, declarou acreditar que a Ucrânia, com apoio da União Europeia, pode “lutar e conquistar toda a Ucrânia de volta à sua forma original”. Trump ainda classificou a Rússia como “tigre de papel” em publicação nas redes sociais.