O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com Volodymyr Zelensky nesta quarta-feira (24) em Nova York, durante a 80ª Assembleia-Geral da ONU.
O horário do encontro ainda não foi confirmado oficialmente. A reunião ocorre enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia já dura três anos e meio.
Lula defende uma solução diplomática para o conflito e se colocou à disposição, junto à China, para ajudar em uma saída negociada.
Contexto do encontro e posições do Brasil
A reunião entre Lula e Zelensky acontece em um cenário de impasse diplomático. O Brasil condena a invasão russa, mas evita se alinhar a medidas unilaterais dos EUA e da União Europeia. No passado, Zelensky já criticou o Brasil por não ser mais incisivo nas críticas à Rússia.
Durante a abertura do debate de líderes da 80ª Assembleia-Geral da ONU, nesta terça-feira (23), Lula afirmou que o conflito entre Rússia e Ucrânia não terá solução militar. Ele ressaltou a necessidade de um caminho diplomático e mencionou o recente encontro no Alaska como um sinal de esperança para uma saída negociada.
Segundo Lula: “No conflito na Ucrânia, todos já sabemos que não haverá solução militar. O recente encontro no Alaska despertou a esperança de uma saída negociada. É preciso pavimentar caminhos para uma solução realista, que leve em conta as preocupações de segurança de todas as partes”.
Repercussão internacional e mudança de tom dos EUA
Após a fala de Lula, o presidente americano surpreendeu ao mudar sua posição sobre a guerra na Ucrânia. Em uma publicação em rede social, Trump afirmou que, após reunião com Zelensky e avaliação da situação militar, acredita que a Ucrânia, com apoio da União Europeia, pode “lutar e conquistar toda a Ucrânia de volta à sua forma original”. Ele ainda chamou a Rússia de “tigre de papel”.
Mais cedo, em discurso na ONU, Trump havia dito que apoiaria militarmente aliados da Otan contra incursões russas. O americano também se reuniu com líderes como António Guterres, Javier Milei e Emmanuel Macron.
A expectativa é que o encontro entre Lula e Zelensky possa abrir novas possibilidades para o diálogo internacional sobre o conflito.