A Anvisa proibiu a comercialização de um lote do Café Câmara após identificar selo de pureza falsificado e fragmentos semelhantes a vidro. O lote 160229 foi retirado do mercado para proteger os consumidores. A falsificação do selo da Abic e a presença de material estranho configuram grave infração sanitária.
Irregularidades e riscos à saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) detectou que o lote 160229 do Café Câmara apresentava selo de pureza falsificado da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) e continha partículas semelhantes a vidro. A análise laboratorial confirmou a presença dos fragmentos, o que representa risco de danos físicos e intoxicação aos consumidores.
Além do selo falso, o produto tinha origem desconhecida, agravando a situação. A Anvisa orientou que o lote fosse imediatamente retirado do mercado e recomendou que os consumidores não consumam o café em questão.
Posicionamento da Abic e histórico do fabricante
A Abic informou que a Sacipan, responsável pela fabricação do Café Câmara, não faz parte da associação desde 2016 e já foi notificada anteriormente por uso indevido do selo. Em fevereiro de 2024, uma análise da Abic apontou que o produto estava impuro.
Sobre o selo de pureza e controle de qualidade
Criado em 1989, o selo de pureza da Abic atesta cafés feitos com 100% de grãos e diferencia produtos de baixa qualidade. Desde 2023, normas do Ministério da Agricultura determinam que pacotes não podem conter mais de 1% de impurezas ou materiais estranhos, como galhos, folhas, pedras, areia ou sementes. Elementos como corantes e açúcar também são proibidos.
Etapas do controle de qualidade
Para obter o selo, as indústrias passam por quatro etapas: análise microscópica para verificar pureza, avaliação sensorial feita por especialistas, auditoria de boas práticas de fabricação e monitoramento em prateleiras de supermercados. Essas ações visam garantir que o produto certificado mantenha o padrão exigido mesmo após a certificação.
A Anvisa reforça a importância da fiscalização e orienta consumidores a verificar a procedência dos produtos e denunciar irregularidades. Fabricantes que descumprem as normas estão sujeitos a multas e interdição dos produtos.