Política

Trump critica reconhecimento do Estado Palestino e destaca oposição ao globalismo na ONU

Primeiro dia da Assembleia Geral da ONU tem discursos de Lula e Trump com foco em Gaza, Ucrânia e multilateralismo

No primeiro dia da Assembleia Geral da ONU, Donald Trump fará seu discurso criticando o globalismo e o reconhecimento recente do Estado Palestino por diversos países. Lula abre o evento defendendo democracia, soberania e soluções diplomáticas para conflitos como Gaza e Ucrânia.

O evento reúne líderes mundiais em Nova York, em meio a tensões internacionais e debates sobre multilateralismo, guerra e direitos humanos.

Principais temas em debate na Assembleia Geral da ONU

O reconhecimento do Estado da Palestina, o cessar-fogo em Gaza e o fim da guerra na Ucrânia são destaques nos discursos dos líderes mundiais. O evento ocorre em um contexto de oposição de Trump ao multilateralismo, defendendo a renovação da força americana e criticando a atuação de instituições globalistas.

O presidente brasileiro, Lula, será o primeiro a discursar, tradição mantida desde os primeiros anos da ONU. Lula abordará democracia, soberania nacional, cooperação internacional, mudanças climáticas e a guerra em Gaza. Ele defenderá negociações para a Ucrânia e criticará a resposta de Israel em Gaza, apoiando a criação de um Estado palestino.

Outros temas incluem as tensões entre EUA e Venezuela, com relatos de ataques navais e acusações mútuas, além das discussões sobre o papel da ONU e a reforma dos organismos internacionais.

Reconhecimento do Estado Palestino

Austrália, Reino Unido, Canadá e Portugal anunciaram o reconhecimento do Estado Palestino, juntando-se a mais de 140 países, incluindo o Brasil. O movimento ganhou força após a ofensiva israelense em Gaza, iniciada em 2023, que resultou em milhares de mortos. França e Arábia Saudita lideram reuniões para promover a solução de dois estados, rejeitada por Israel.

Funcionamento e repercussão dos discursos

A Assembleia Geral da ONU reúne 193 Estados-membros e entidades observadoras, como Santa Sé e Estado da Palestina. O principal evento é o “Debate Geral”, onde cada país apresenta seu ponto de vista sem debates diretos. O Brasil tradicionalmente abre os discursos, seguido pelos Estados Unidos.

Os líderes têm limite voluntário de 15 minutos para discursar, embora haja históricos de discursos bem mais longos, como os de Fidel Castro e Muammar Gaddafi. Caso um país seja criticado, pode solicitar direito de resposta, com regras específicas para tempo e formalização.

O discurso de Lula deve reforçar a defesa da democracia, a soberania do Brasil e a busca por financiamento para a Amazônia, além de críticas à “guerra tarifária” de Trump. Já Trump, em sua primeira participação desde que reassumiu a presidência, deve reafirmar o descontentamento com o reconhecimento da Palestina e defender a força americana diante das instituições globais.

O evento ocorre sob o tema “Melhores juntos: 80 anos e mais pela paz, desenvolvimento e direitos humanos”, refletindo o papel central da ONU no cenário internacional e os desafios atuais diante de conflitos e divisões políticas.

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