Política

Lula condena ataques ao judiciário e recusa anistia a golpistas em discurso na ONU

Presidente brasileiro defende democracia e soberania, critica Trump e pede regulação das redes sociais na Assembleia Geral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na Assembleia Geral da ONU, onde classificou como ‘inaceitável’ a agressão ao judiciário brasileiro e rejeitou anistia a quem ataca a democracia.

Lula enviou recados ao ex-presidente americano Donald Trump, condenou ações unilaterais e defendeu a regulação das redes sociais. O petista também destacou a importância da soberania nacional e convidou líderes mundiais para a COP30 em Belém.

Defesa da democracia e críticas a ataques institucionais

Durante seu discurso na ONU, Lula afirmou que ataques à regulação das redes sociais encobrem interesses escusos e crimes, como fraudes e tráfico de pessoas, além de ameaçarem a democracia. O presidente ressaltou que a democracia e a soberania brasileiras são ‘inegociáveis’ e que o Brasil enviou uma mensagem ao mundo ao condenar o ex-presidente Bolsonaro.

Lula destacou que a agressão ao judiciário é ‘inaceitável’, mencionando as recentes sanções do governo americano a cidadãos brasileiros após a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo o presidente, não há justificativa para medidas unilaterais e arbitrárias contra as instituições e a economia do Brasil.

O petista criticou a extrema-direita e afirmou que ‘falsos patriotas’ promovem ações contra o Brasil, enfatizando que ‘não há pacificação com impunidade’.

Recados a Trump e defesa do multilateralismo

Sem citar diretamente os Estados Unidos, Lula criticou políticas externas e tarifárias de Donald Trump, apontando para a desordem internacional e o enfraquecimento da democracia. Ele defendeu a reforma da ONU e o respeito à voz do Sul Global, ressaltando que a organização precisa voltar a ser promotora de igualdade e tolerância.

Condenação de Bolsonaro e soberania nacional

Lula mencionou que, pela primeira vez em 525 anos, um ex-chefe de Estado brasileiro foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que o Brasil seguirá como nação independente e livre de tutela.

Crise em Gaza e pauta ambiental

No discurso, Lula lamentou a ausência do presidente da Autoridade Palestina e declarou que ‘nada justifica o genocídio em curso em Gaza’, condenando tanto os ataques do Hamas quanto as ações de Israel. O presidente também ressaltou a gravidade das mudanças climáticas, convidando líderes para a COP30 em Belém e chamando o evento de ‘COP da verdade’.

Regulação das redes sociais

Lula reiterou a necessidade de regular as redes sociais para combater ilegalidades no ambiente virtual, destacando que regular não significa restringir a liberdade de expressão. Ele elogiou a atuação do parlamento brasileiro na discussão do tema e mencionou a sanção da lei sobre a ‘adultização’.

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