Meio ambiente

Lula anuncia aporte de US 1 bilhão do Brasil em fundo global para florestas tropicais

Presidente detalha investimento no Fundo Florestas Tropicais para Sempre e destaca papel do país na conservação ambiental

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira que o Brasil vai investir US$ 1 bilhão no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). A medida foi apresentada durante reunião do fundo, com o objetivo de incentivar a preservação de florestas tropicais.

Lula ressaltou que a iniciativa busca fortalecer a conservação da mata nativa, com pagamentos a países que mantiverem suas florestas em pé. O tema já vinha sendo discutido desde a COP28, em Dubai.

Detalhes do fundo e participação internacional

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) foi criado para viabilizar pagamentos a países que comprovem a conservação de suas florestas nativas, incentivando a manutenção das áreas preservadas. Segundo Lula, “as florestas tropicais são fundamentais para manter vivo o propósito de limitar o aquecimento global a 1,5°. O TFFF não é caridade, é um investimento na humanidade e no planeta contra a ameaça de devastação pelo caos climático”.

Além do Brasil, integram a iniciativa outros cinco países com grandes áreas de florestas tropicais: Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia. Nações investidoras como Alemanha, Emirados Árabes Unidos, França, Noruega e Reino Unido também participam do processo de fundação do mecanismo.

O governo brasileiro estima que o aporte inicial dos países investidores chegue a US$ 25 bilhões, com potencial para alavancar mais US$ 100 bilhões do setor privado nos próximos anos.

Funcionamento e critérios do fundo

Os países que aderirem ao TFFF deverão apresentar relatórios anuais, comprovando a conservação das florestas por meio de monitoramento via satélite. A expectativa é que cada país receba US$ 4 por hectare preservado. Caso seja detectado desmatamento ou degradação, os repasses poderão ser suspensos.

Os beneficiários terão autonomia para definir o destino dos recursos, mas deverão manter sistemas financeiros transparentes. Além disso, 20% dos valores recebidos deverão ser destinados especificamente para povos indígenas e comunidades tradicionais, reforçando o compromisso com a inclusão social e ambiental.

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