O presidente Lula destacou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro em seu discurso de abertura na Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (23), em Nova York.
Lula afirmou que o Brasil deu um recado a candidatos autocratas e defendeu a soberania nacional, criticando sanções dos Estados Unidos e ressaltando a importância da democracia.
Condenação de Bolsonaro e repercussão internacional
Durante a abertura dos debates de chefes de Estado na ONU, Lula mencionou a recente condenação de Jair Bolsonaro, que foi sentenciado pelo STF a 27 anos de prisão por liderar uma organização criminosa que tentou impedir a posse presidencial entre 2022 e 2023. “Falsos patriotas arquitetam e promovem publicamente ações contra o Brasil. Não há pacificação com impunidade”, declarou o presidente.
Lula enfatizou que, pela primeira vez em 525 anos de história do país, um ex-chefe de Estado foi condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. Ele ressaltou que Bolsonaro foi investigado, indiciado, julgado e responsabilizado em um processo minucioso, com amplo direito de defesa.
O julgamento de Bolsonaro gerou tensão nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos. O presidente norte-americano Donald Trump impôs sanções econômicas ao Brasil e a membros do Judiciário e do governo em resposta às investigações contra o ex-presidente, levando ao pior momento das relações bilaterais em décadas.
Defesa da soberania e críticas às sanções
Em sua fala, Lula defendeu a economia brasileira e criticou medidas unilaterais e arbitrárias contra as instituições e a economia do país. Ele afirmou que não há justificativas para tais ações e reiterou a importância da soberania nacional.
O presidente também abordou a necessidade de regulação das redes sociais, argumentando que ataques a medidas de controle sobre as plataformas buscam encobrir interesses escusos. Sem citar diretamente, Lula criticou as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos.
Lula lembrou que o Brasil resistiu a ataques sem precedentes e defendeu sua democracia, reconquistada há 40 anos após duas décadas de ditadura. A fala ocorreu logo após uma nova rodada de sanções do governo americano, reforçando o tom de defesa das instituições nacionais frente a pressões externas.