Na COP 28, em 2023, países concordaram em promover uma “transição energética” para reduzir o uso de combustíveis fósseis. A medida é vista como essencial para enfrentar a crise climática e proteger a saúde pública. O desafio é global, mas especialistas afirmam que a mudança é possível e já está em curso em diversos países.
Principais motivos para abandonar combustíveis fósseis
Impacto no clima
A queima de combustíveis fósseis é uma das principais fontes de emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento da atmosfera e agravamento da crise climática. Para cumprir as metas de redução de emissões e conter o aquecimento global, é fundamental diminuir a dependência dessas fontes de energia.
Riscos para a saúde
Além dos impactos ambientais, o uso de carvão, petróleo e gás traz sérios riscos à saúde. A queima desses combustíveis libera poluentes como partículas finas e óxidos de nitrogênio, que podem causar doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 7 milhões de pessoas morrem por ano devido à poluição do ar.
Insegurança econômica
A dependência de petróleo e gás também representa riscos econômicos e geopolíticos. Crises internacionais, guerras e oscilações de preço tornam países dependentes dessas fontes mais vulneráveis. Além disso, como os combustíveis fósseis não são renováveis, os estoques tendem a se esgotar, exigindo adaptação mesmo dos maiores produtores.
Desafios e perspectivas da transição energética
Acordos como o firmado na COP 28 marcam um avanço importante, mas substituir o modelo energético atual requer planejamento, investimentos e compromisso global. Especialistas destacam que a transição é possível e já há metas estabelecidas em diversos países para reduzir a dependência de fontes fósseis.
Parte da solução envolve repensar modelos de produção e adotar mecanismos de compensação, como o plantio de árvores e recuperação de florestas, para equilibrar as emissões enquanto a transição não se completa.
No Brasil, o cenário é mais favorável devido à predominância de fontes renováveis, como hidrelétricas, na matriz elétrica. No entanto, o desmatamento ainda é um desafio central, sendo responsável por metade das emissões nacionais.