Manifestantes se reuniram neste domingo (21) em Brasília para protestar contra a PEC da Blindagem e o PL da Anistia, que perdoa condenados pelo 8 de Janeiro.
O ato começou no Museu Nacional da República, com presença de movimentos de esquerda, artistas e políticos, e seguiu em direção ao Congresso Nacional.
Os participantes criticaram as propostas em análise na Câmara dos Deputados e defenderam punição aos envolvidos nos atos golpistas de 2023.
Detalhes do protesto e propostas em discussão
O grupo de manifestantes se concentrou na avenida S1, em frente ao Museu Nacional da República, por volta das 10h. De lá, marcharam até a altura da Avenida José Sarney, próximo ao Congresso Nacional. O protesto foi convocado por meio das redes sociais, com engajamento de movimentos de esquerda, artistas e políticos em diversas capitais do país.
A chamada PEC da Blindagem, apelidada pelos manifestantes de ‘PEC da Bandidagem’, foi aprovada pela Câmara e busca proteger parlamentares contra abertura de processos penais no STF. Já o PL da Anistia, prioridade da oposição, propõe perdão aos condenados pelos atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023, e está em análise na Câmara dos Deputados.
Na última quarta-feira (17), os deputados aprovaram um pedido de urgência para o PL da Anistia, o que pode acelerar sua votação em plenário. Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro defendem uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados.
O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi escolhido relator do projeto pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Paulinho afirmou que apresentará o chamado “PL da Dosimetria”, que prevê redução das penas, e não perdão total, como querem os bolsonaristas.
Repercussão e outras pautas do ato
Durante o protesto, manifestantes exibiram cartazes e entoaram palavras de ordem contra o PL da Anistia. Entre os gritos, destacou-se: “Sem anistia e sem perdão. Eu quero ver o Bolsonaro na prisão”.
Além das críticas às propostas em análise no Congresso, os participantes também protestaram contra Hugo Motta e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ato incluiu ainda apoio ao projeto do governo que propõe isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, e reivindicações pelo fim da escala 6×1.
O debate sobre a anistia segue intenso na Câmara, com divergências entre os que defendem punição exemplar e os que pedem clemência para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A análise do PL da Dosimetria pode redefinir os rumos dessa discussão, enquanto os protestos demonstram mobilização popular contrária ao perdão total.