Política

STF discute limitar autorizações de buscas no Congresso a decisão exclusiva da Corte

Votos de Zanin, Moraes e Gilmar defendem que apenas o Supremo pode autorizar buscas em dependeancias do Congresso Nacional

O STF iniciou nesta sexta-feira o julgamento de uma ae7e3o da Mesa Diretora do Senado que busca restringir a competeancia para autorizar buscas no Congresso Nacional.

Os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes votaram para que apenas o Supremo possa autorizar buscas e apreensf5es em gabinetes e apartamentos funcionais de parlamentares.

A discusse3o ocorre em meio a tensf5es recentes entre o Judicie1rio e o Legislativo.

Entenda o julgamento no STF

O julgamento teve inedcio apf3s a Mesa Diretora do Senado acionar o Supremo em 2016, questionando a legalidade da Operae7e3o Me9tis. Na ocasie3o, suspeitava-se que policiais legislativos teriam realizado ae7f5es de contrainteligeancia em gabinetes e resideancias de senadores, levando o Senado a pedir limites para decisf5es judiciais de primeira inste2ncia sobre buscas em dependeancias do Congresso.

O relator, ministro Cristiano Zanin, destacou que a queste3o central e9 a preservae7e3o da independeancia e autonomia dos mandatos parlamentares. Segundo ele, mesmo que o parlamentar ne3o seja o alvo direto da investigae7e3o, a apreense3o de documentos ou eletrf4nicos no Congresso ou em imf3veis funcionais pode afetar o exercedcio da atividade parlamentar.

O ministro Alexandre de Moraes defendeu a harmonia entre os Poderes e o respeito aos mecanismos de freios e contrapesos previstos na Constituie7e3o. Para Moraes, a competeancia do Supremo para autorizar buscas visa garantir o devido processo legal e a independeancia institucional do Legislativo.

Gilmar Mendes acompanhou o relator, mas ainda ne3o divulgou a edntegra do voto. O julgamento segue com a expectativa dos votos dos demais ministros.

Argumentos do Senado e repercusse3o

A Mesa do Senado argumentou ao Supremo que ne3o busca blindar parlamentares, mas sim assegurar que medidas cautelares envolvendo o local de trabalho atinjam apenas informae7f5es estrate9gicas ou protegidas por sigilo, sob supervise3o do STF. O objetivo seria proteger o desempenho da fune7e3o pfablica e evitar a indevida exposie7e3o de autoridades.

O contexto do julgamento e9 marcado por tensf5es entre Judicie1rio e Legislativo. Nesta semana, o Congresso avane7ou em propostas para proteger parlamentares de processos judiciais e para anistiar condenados pelo 8 de Janeiro, aumentando o clima de disputa institucional.

O ministro Moraes ressaltou que ne3o se trata de estabelecer foro privilegiado para locais ou bens, mas de garantir o respeito ao princedpio do juedzo natural e ao devido processo legal. O julgamento prossegue com oito ministros ainda por votar.