O relator da CPI questionou diretamente um advogado durante sessão realizada nesta terça-feira, após o profissional se recusar a assinar o termo de compromisso de dizer a verdade.
O episódio ocorreu no plenário da comissão, quando o relator indagou: “Qual a dificuldade de assinar um termo de falar a verdade?”.
A recusa do advogado gerou tensão e debate entre os membros da comissão, que discutiram as implicações do ato.
Pressão sobre o advogado na CPI
Durante a sessão da CPI, o relator demonstrou insatisfação com a postura do advogado, que se negou a assinar o termo de compromisso exigido para depoentes. O relator insistiu na importância do compromisso formal, afirmando que o termo é um procedimento padrão para garantir a veracidade das informações prestadas à comissão.
O advogado, por sua vez, argumentou que sua posição profissional lhe permite certas prerrogativas legais e que não era obrigado a firmar tal compromisso. A recusa foi recebida com críticas por parte de outros membros da comissão, que consideraram a atitude um obstáculo ao andamento dos trabalhos.
O debate se estendeu por vários minutos, com parlamentares ressaltando a necessidade de transparência e colaboração de todos os envolvidos nas investigações da CPI.
Repercussão e próximos passos
A recusa do advogado em assinar o termo de compromisso repercutiu entre os parlamentares e nas redes sociais, levantando discussões sobre os limites das prerrogativas profissionais de advogados em CPIs.
Alguns membros da comissão sugeriram a adoção de medidas para garantir que todos os depoentes estejam sujeitos às mesmas regras, enquanto outros defenderam o respeito às garantias legais dos profissionais do direito.
A sessão foi suspensa momentaneamente para que a presidência da CPI avaliasse os procedimentos a serem adotados diante da situação. Não há previsão de nova data para o depoimento do advogado.