A defesa de Jair Bolsonaro pediu nesta segunda-feira autorização ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente possa receber visitas em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar.
Entre os pedidos estão encontros semanais com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e a visita de Rodrigo Valadares, relator do projeto da anistia a condenados pelo 8 de Janeiro.
As solicitações ocorrem dias após a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão pela Primeira Turma do STF.
Solicitações de visitas e justificativas
Os advogados de Jair Bolsonaro apresentaram ao STF uma lista de pessoas para visitar o ex-presidente em sua prisão domiciliar. O pedido inclui encontros semanais com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, além de Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado; Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara; Rodrigo Valadares (União Brasil-SE), relator do projeto da anistia na CCJ da Câmara; senador Wilder Morais (PL-GO) e Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia.
Rodrigo Valadares apresentou parecer favorável ao projeto de anistia para condenados pelo 8 de Janeiro, texto considerado prioritário por aliados de Bolsonaro no Congresso, que acreditam que a medida pode beneficiá-lo, já que foi condenado por tentativa de golpe junto a outros sete réus.
Encontros semanais com Valdemar Costa Neto
Segundo a defesa, as visitas semanais de Valdemar Costa Neto são essenciais para o debate de pautas institucionais do PL e planejamento de ações políticas. O requerimento afirma que a interlocução com o dirigente partidário é indispensável para a coordenação de estratégias e ações de alcance nacional.
O pedido ocorre após Valdemar declarar, em evento no interior de São Paulo, que houve planejamento de golpe no Brasil, mas não crime.
Visitas de Rogério Marinho
Para Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, a defesa argumenta que o diálogo direto é necessário para definição de estratégias e acompanhamento de pautas relevantes ao partido e à representação popular.
Grupo de oração na residência
Além dos pedidos de visitas políticas, a defesa de Bolsonaro comunicou ao ministro Alexandre de Moraes que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro lidera um grupo de oração na residência do casal. Às quartas-feiras, 16 pessoas participam das reuniões, e a lista dos nomes foi enviada ao STF.
Os advogados ressaltaram que o grupo de oração já se reunia regularmente antes da imposição das medidas cautelares. O comunicado visa reafirmar o compromisso de Bolsonaro com o cumprimento das restrições e manter a Suprema Corte informada sobre atividades familiares e espirituais de sua esposa.
Os pedidos de autorização para visitas ocorrem em meio ao contexto da recente condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelo STF, por cinco crimes ligados à tentativa de golpe.