Política

Moraes permite visitas de líderes da oposição e relator da Anistia a Bolsonaro em prisão domiciliar

Ex-presidente recebe autorização do STF para encontros institucionais e atividades religiosas em sua residência

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou nesta segunda-feira (15) que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba visitas do deputado Rodrigo Valadares e de líderes da oposição em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar.

A decisão atende a pedido da defesa de Bolsonaro, que alegou necessidade de manter tratativas institucionais com parlamentares e comunicou ainda a realização de grupo de oração conduzido por Michelle Bolsonaro.

Autorizações concedidas por Moraes

A defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que o ex-presidente recebesse uma série de visitas em casa, após a condenação da Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão por cinco crimes ligados à trama golpista.

Entre os visitantes autorizados estão o deputado Rodrigo Valadares, relator do projeto da Anistia, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Segundo a defesa, as visitas são essenciais para a manutenção de tratativas institucionais e acompanhamento de pautas relevantes ao partido e à representação popular.

No requerimento, os advogados afirmam que “o pedido funda-se na necessidade de manutenção de tratativas institucionais contínuas com o Parlamentar, cujas atribuições no Congresso Nacional exigem diálogo direto com o Peticionante, inclusive para definição de estratégias e acompanhamento de pautas relevantes ao partido e à representação popular”.

Atividades religiosas e comunicação ao STF

Ainda nesta segunda-feira, a defesa de Bolsonaro comunicou ao ministro Alexandre de Moraes que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro conduz um grupo de orações na residência do casal. Às quartas-feiras, 16 pessoas participam do encontro, e a lista dos nomes foi enviada ao STF.

Os advogados ressaltaram que “esse grupo de oração já se reunia regularmente na residência [de Jair Bolsonaro] antes mesmo da imposição das medidas cautelares”. O pedido visa reafirmar o compromisso de Bolsonaro com o cumprimento das restrições impostas, mantendo a Suprema Corte informada sobre atividades familiares e espirituais de sua esposa.