Economia

Estados Unidos retiram tarifa de 10 por cento sobre celulose e ferro níquel do Brasil

Medida beneficia exportações brasileiras e representa avanço nas relações comerciais entre os países

Os Estados Unidos retiraram a tarifa de 10% sobre as exportações brasileiras de celulose e ferro-níquel, conforme anúncio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta sexta-feira (13).

A decisão, tomada por decreto do governo norte-americano, isenta esses produtos de tarifas adicionais e pode impactar positivamente setores importantes da economia brasileira.

Detalhes da retirada das tarifas

O MDIC informou que o decreto dos EUA, emitido na semana passada, elimina a alíquota de 10% sobre a maior parte das exportações brasileiras de celulose e ferro-níquel para o país. Agora, esses produtos ficam livres tanto da tarifa de 10% imposta universalmente durante o governo Donald Trump quanto da sobretaxa de 40% aplicada no mês anterior especificamente aos produtos brasileiros.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de US$ 1,84 bilhão em celulose e ferro-níquel para os EUA, representando 4,6% das vendas totais ao mercado norte-americano. A celulose, principalmente as pastas químicas de madeira, respondeu por US$ 1,55 bilhão desse valor. Com a isenção, 25,1% das exportações brasileiras para os EUA ficam livres de tarifas extras.

Além disso, outros dez produtos tiveram a tarifa de 10% suspensa, mas continuam sujeitos à alíquota de 40%, como minerais brutos, níquel e herbicidas, que juntos somaram US$ 113 milhões em exportações neste ano.

O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, declarou: “Essa decisão representa um avanço, sobretudo para o setor de celulose do Brasil. Mas ainda há muito a ser feito e seguimos trabalhando para reduzir as tarifas”.

Impactos e medidas do governo brasileiro

Apesar do avanço, a ordem executiva dos EUA manteve tarifas para cerca de 76 produtos brasileiros e aumentou a cobrança para sete itens, principalmente insumos químicos e plásticos industriais, que passaram a pagar 10% adicionais além da sobretaxa de 40%. Esses itens totalizaram US$ 145 milhões em exportações em 2023. Produtos como café e cacau seguem com tarifa de 50%.

Reação do setor industrial

O diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI), Rafael Cagnin, afirmou que a alíquota de 50% é “mais uma pedra no caminho do setor da indústria”. Em julho, o então presidente Donald Trump anunciou a tarifa extra de 40%, elevando a taxação total para 50%.

O governo dos EUA justificou a medida por razões políticas, mas divulgou exceções para setores como aeronaves, relevantes para a frota aérea americana que utiliza modelos da Embraer.

Medidas de apoio às empresas brasileiras

O governo federal criou uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço. O BNDES também anunciou crédito adicional de R$ 10 bilhões para companhias impactadas por tarifas menores que 50%. O Plano Brasil Soberano, resultado de 39 reuniões com 389 entidades produtivas, busca atender demandas do setor privado. O secretário Uallace Moreira afirmou que o plano pode ser aprimorado conforme avaliação de sua eficácia.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Senadores dos EUA apresentam projeto para anular tarifas de Trump sobre produtos brasileiros

Lula afirma estar aberto ao diálogo com Donald Trump durante visita a Nova York

Haddad minimiza impacto do tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras

Governo brasileiro prevê conversa remota entre Lula e Trump sobre tarifas

Decreto de Trump e apoio de Lula aumentam otimismo para isenção de tarifas do café brasileiro

Secretário de Trump afirma que Brasil precisa mudar postura para não prejudicar os EUA